Ataques hackers via Pix têm potencial para provocar perdas que chegam a R$ 1 bilhão no sistema financeiro brasileiro, segundo avaliação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. A preocupação foi exposta durante entrevista ao Podcast 3 Irmãos, na qual o chefe da pasta apontou para a crescente vulnerabilidade de bancos, fintechs e provedores de tecnologia diante de fraudes digitais.
No diálogo, o ministro detalhou que as ofensivas virtuais contra instituições ligadas ao pagamento instantâneo podem acarretar “prejuízos milionários” para cada participante e, somadas, converter-se em impacto bilionário para o setor.
Ataques hackers via Pix podem gerar prejuízo bilionário
Haddad lembrou que, desde o lançamento do Pix em 2020, o Banco Central aprimora protocolos de segurança, mas o volume de transações — hoje indispensável no cotidiano do brasileiro — também desperta interesse de cibercriminosos. “As instituições podem ter prejuízos milionários”, reforçou, destacando que o limite estimado de R$ 1 bilhão resulta da soma de diferentes ataques identificados por autoridades e empresas de segurança.
Críticas de empresas de cartão e defesa do sistema
Durante a entrevista, o ministro comentou as críticas oriundas de companhias de cartão de crédito, que temem perder espaço com a popularização do pagamento instantâneo. “Se a empresa perder mercado, o consumidor deve ter a oportunidade de usar o Pix se quiser”, afirmou, enfatizando que a competição beneficia o usuário final com tarifas menores e maior agilidade.
Investigações no exterior
Haddad citou que, ainda no governo de Donald Trump, os Estados Unidos abriram investigação para compreender o funcionamento do Pix. Na visão do ministro, a medida foi motivada por desconhecimento sobre a natureza do sistema, que ele classificou como “moeda digital soberana”. O comentário reforça a posição do governo brasileiro de que o Pix não ameaça a estabilidade financeira global, mas precisa de cooperação internacional para combater crimes cibernéticos transnacionais.
Próximos passos e reforço na segurança
Além de monitorar ataques, o Ministério da Fazenda informou que mantém diálogo com o Banco Central e com a Febraban para ampliar mecanismos de autenticação e rastreamento de transações suspeitas. Entre as alternativas em estudo estão limites dinâmicos de transferência, verificação biométrica avançada e campanhas de orientação ao usuário.
Imagem: REUTERS
Haddad encerrou o tema ressaltando que a inovação traz benefícios inegáveis, mas exige investimento contínuo em infraestrutura de segurança: “O Pix é um sucesso, contudo precisamos estar um passo à frente dos criminosos”, concluiu.
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Resumo: o ministro Fernando Haddad alertou para o risco de prejuízo bilionário causado por ataques hackers via Pix e defendeu o fortalecimento de medidas de proteção no sistema. Continue acompanhando nossas publicações para saber como proteger seus dados e suas finanças.



