Juros do cartão de crédito sofreram em agosto a maior elevação mensal dos últimos sete anos, segundo dados consolidados pelo Banco Central. O avanço interrompe a tendência de estabilidade vista no primeiro semestre e pressiona consumidores que utilizam a modalidade de crédito rotativo.
A autoridade monetária informou que, no oitavo mês do ano, a taxa média cobrada pelas instituições financeiras apresentou a variação mais acentuada desde 2016, refletindo o encarecimento do custo do dinheiro em todo o sistema financeiro.
Juros do cartão de crédito sobem em agosto e registram maior alta desde 2016
O movimento ocorre em meio à manutenção da Selic em patamares elevados e ao aumento da inadimplência das famílias. Especialistas apontam que, com o risco de calote maior, bancos repassam o custo adicional para o consumidor final, encarecendo o crédito rotativo e o parcelado sem garantia.
Entenda o impacto no bolso do consumidor
O crédito rotativo é acionado quando o cliente não paga o valor integral da fatura e financia o saldo restante até o mês seguinte. Como a taxa é diária, qualquer acréscimo significativo repercute diretamente no montante devido. Na prática, a maior alta desde 2016 aumenta o desafio de quitar a fatura em atraso e pode levar ao efeito “bola de neve”, com juros incidindo sobre juros.
Possíveis caminhos para reduzir o endividamento
Em meio ao aumento, economistas recomendam três medidas básicas:
- Negociar o saldo devedor junto ao banco para obter taxa menor ou migrar para modalidade de crédito mais barata, como o empréstimo pessoal.
- Fazer um planejamento financeiro que priorize o pagamento da fatura integral, evitando o rotativo.
- Avaliar a possibilidade de portabilidade de dívida para instituições que ofereçam condições diferenciadas.
Próximos passos do Banco Central
O BC segue monitorando a escalada dos juros e não descarta novas medidas para ampliar a transparência das tarifas. A autoridade também estuda iniciativas que incentivem a migração de dívidas caras para linhas de menor custo, em parceria com o Conselho Monetário Nacional.
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Para o consumidor, a orientação continua sendo a mesma: antes de parcelar ou financiar faturas, é fundamental comparar taxas em diferentes instituições e, sempre que possível, evitar o crédito rotativo.
Se você quer saber mais sobre organização financeira e alternativas para fugir do rotativo, confira nosso conteúdo completo em Cartão de Crédito, com dicas práticas para reduzir dívidas e aproveitar melhor seu limite.
Resumo: a maior alta dos juros do cartão de crédito desde 2016 exige atenção redobrada do consumidor. Revise seu orçamento, renegocie dívidas e acompanhe as mudanças regulatórias para manter suas finanças em dia.



