Viagem para os Estados Unidos exige planejamento detalhado, desde a emissão do passaporte até o cálculo do orçamento diário. Para quem pretende embarcar em 2025, atenção a prazos, valores e exigências oficiais divulgadas pela Embaixada dos Estados Unidos.
Brasileiros continuam escolhendo destinos como Nova York, Orlando e Miami, mas o tamanho continental do país e a burocracia de entrada impõem organização cuidadosa. A seguir, o checklist completo com documentos, visto, custos previstos e recomendações práticas.
Viagem para os Estados Unidos: documentos, visto e custos
Documentação obrigatória
O primeiro passo é o passaporte. O documento precisa estar válido durante toda a estadia; a recomendação é que ele vença pelo menos seis meses depois da data de retorno para evitar contratempos.
Em seguida, entra o visto de turista (categoria B1/B2). O processo inclui o preenchimento do formulário DS-160, pagamento de taxa consular e duas entrevistas – uma para coleta de dados biométricos e outra com o oficial consular. A procura elevada faz com que agendamentos se estendam por meses, por isso a orientação é iniciar o pedido com ampla antecedência.
Viajantes que possuam passaporte de países integrantes do Visa Waiver Program, como Portugal ou Itália, podem solicitar o ESTA (Electronic System for Travel Authorization) e dispensar o visto tradicional.
Custos de uma viagem em 2025
Os valores variam conforme época do ano, estilo de hospedagem e roteiros escolhidos. Para um período de dez dias, excluindo passagens aéreas, a estimativa média divulgada por agentes de turismo é:
- Econômico: entre US$ 1.000 e US$ 1.500 por pessoa, priorizando hostels e transporte público.
- Conforto: de US$ 2.000 a US$ 3.000, com hotéis 3 estrelas e a maioria das atrações pagas.
- Premium: a partir de US$ 4.000, incluindo hotéis de luxo e experiências exclusivas.
Passagens de ida e volta saindo do Brasil variam em média de R$ 4.000 a R$ 8.000, dependendo da cidade de origem, companhia aérea e data da compra. Alta temporada — verão nos EUA (junho a agosto) ou feriados de fim de ano — eleva sensivelmente os preços.
Gestão do dinheiro
Levar pequena quantia em espécie é indicado para emergências, mas carregar grandes valores aumenta riscos. Cartões de crédito brasileiros cobram IOF de 3,5% e têm cotação do dólar estabelecida na data de fechamento da fatura, o que dificulta o controle de gastos.
Contas internacionais em dólar, como as oferecidas por fintechs sediadas nos EUA, utilizam a cotação comercial e permitem débito imediato na moeda local. O saldo demonstrado no aplicativo também pode ser usado como prova de recursos na imigração, caso solicitado pelo agente.
Seguro saúde e conectividade
O sistema de saúde norte-americano é privado e caro. Por isso, o seguro viagem é considerado item indispensável. Planos que cobrem despesas médicas, extravio de bagagem e cancelamentos evitam dívidas inesperadas.
Imagem: Divulgação
Para se manter online, o turista pode adquirir chip pré-pago nos aeroportos ou optar por eSIM ativado ainda no Brasil. A segunda alternativa costuma oferecer economia de tempo na chegada ao destino.
Procedimentos de entrada no país
Na imigração, tenha à mão passaporte, visto (ou ESTA), comprovante de hospedagem e passagem de retorno. As perguntas mais frequentes referem-se a motivo da viagem, duração da estadia e fontes de recursos. Respostas objetivas e documentação organizada aceleram o processo.
Roteiros mais procurados
Entre as cidades preferidas pelos brasileiros, destacam-se:
- Nova York (NY): Times Square, Central Park, Broadway e museus como MoMA e Met.
- Washington D.C.: Casa Branca, Capitólio e museus gratuitos do Smithsonian.
- Orlando (FL): Parques temáticos Walt Disney World e Universal Orlando, além de outlets.
- Miami (FL): South Beach, Ocean Drive e vida noturna ativa.
- Califórnia: Los Angeles com Calçada da Fama e Venice Beach; San Francisco e a Golden Gate.
Melhor época para viajar
• Primavera (março a maio): clima ameno, ideal para caminhadas.
• Verão (junho a agosto): praias e parques nacionais em alta, mas preços e filas aumentam.
• Outono (setembro a novembro): menos turistas e paisagens coloridas, sobretudo na Nova Inglaterra.
• Inverno (dezembro a fevereiro): procure cidades decoradas para o Natal ou estações de esqui.
Gorjetas, impostos e curiosidades
A gorjeta integra a remuneração de garçons, motoristas de táxi e carregadores de malas. O valor esperado gira entre 15% e 20% da conta. Nas lojas, o preço exibido não inclui o imposto local sobre vendas (Sales Tax), que varia conforme estado e município e é adicionado no caixa.
Checklist final antes do embarque
- Passaporte válido pelo período da viagem (preferencialmente +6 meses de margem).
- Visto B1/B2 aprovado ou ESTA emitido.
- Seguro viagem com cobertura médica.
- Comprovantes de hospedagem e passagem de retorno.
- Prova de recursos financeiros (conta internacional ou extratos).
- Chip ou eSIM internacional para acesso à internet.
Com as etapas de documentação, orçamento e roteiros definidas, a viagem para os Estados Unidos em 2025 tende a ocorrer sem imprevistos. Organização prévia reduz custos, evita filas e garante mais tempo para aproveitar atrações como museus, parques e paisagens naturais.
Para ampliar o planejamento financeiro da sua viagem, confira também outras dicas na seção de Economia do Diário de Finanças.
Agora que você conhece os requisitos de entrada, valores médios e melhores épocas para visitar o país, reúna os documentos, ajuste o orçamento e prepare-se para explorar um dos destinos favoritos dos brasileiros.



