Desemprego por IA nos EUA pode subir, alerta Goldman Sachs é a projeção que domina o debate sobre o futuro do trabalho no país. Segundo o banco de investimentos, a rápida incorporação de ferramentas de inteligência artificial (IA) deve automatizar cerca de 25% das horas trabalhadas na economia norte-americana, intensificando a pressão sobre o mercado laboral nos próximos anos.
O estudo, divulgado nesta semana, estima que, em um horizonte de até dez anos, entre 6% e 7% dos trabalhadores atuais poderão ser deslocados de suas funções. Esse movimento, de acordo com os analistas, tende a acrescentar pelo menos 0,5 ponto percentual à taxa de desemprego dos Estados Unidos, caso não haja criação de vagas em ritmo equivalente.
Desemprego por IA nos EUA pode subir, alerta Goldman Sachs
Para chegar às estimativas, o Goldman Sachs avaliou setores com maior probabilidade de adoção de IA, como serviços financeiros, atendimento ao cliente e tarefas administrativas. Nessas áreas, algoritmos de linguagem natural e sistemas de aprendizado de máquina já demonstram capacidade de executar rotinas antes exclusivas de humanos, reduzindo a necessidade de mão de obra.
O banco ressalta que a automação não se limita a funções de baixo valor agregado. Profissões de média e alta qualificação, especialmente aquelas baseadas em processamento de informações, também apresentam elevado potencial de substituição parcial por IA generativa. Ainda assim, a instituição pondera que novas ocupações podem surgir à medida que a tecnologia avança, parcialmente compensando as perdas iniciais de postos.
Mesmo com esse contrapeso, o relatório aponta que o saldo líquido deve ser negativo no curto e médio prazo. As projeções de aumento de 0,5 ponto na taxa de desemprego consideram um cenário em que a criação de novos empregos exige tempo para acompanhar a velocidade da automação, gerando um descompasso temporário entre oferta e demanda por trabalho.

Imagem: Kent Nishimura
Os economistas do Goldman Sachs destacam, por fim, que políticas públicas de qualificação profissional serão decisivas para mitigar impactos. Investimentos em educação voltada a competências digitais e programas de recolocação podem reduzir o número de trabalhadores deslocados e acelerar a transição para novas funções.
Para acompanhar outras análises sobre o futuro do trabalho e o impacto das novas tecnologias na economia, visite a seção de Economia do Diário de Finanças.
Em síntese, o banco alerta que a disseminação da inteligência artificial deve impulsionar a produtividade, mas também trazer desafios imediatos ao emprego. Continue acompanhando nossas publicações para entender como esse cenário pode afetar profissionais e empresas, e saiba o que fazer para se preparar.



