Balanços 4T25: Itaú, Bradesco, Santander e BB em foco marcam a temporada de resultados que começa no início de fevereiro e deve indicar como os maiores bancos brasileiros atravessaram o fim de 2025 e o que esperar para 2026.
Analistas de Itaú BBA, Goldman Sachs e Bradesco BBI destacam tendência de resiliência no sistema financeiro, mas ressaltam diferenças crescentes entre os quatro maiores players em rentabilidade, risco de crédito e capacidade de expansão.
Balanços 4T25: Itaú, Bradesco, Santander e BB em foco
A seguir, veja o que o mercado projeta para cada instituição na divulgação do quarto trimestre de 2025 (4T25) e onde estão os principais pontos de atenção.
Itaú Unibanco: rentabilidade segue na liderança
O Itaú chega à nova temporada reforçado como o banco mais rentável do país. Projeções apontam para mais um crescimento de lucro sustentado por três pilares:
- Receitas de tarifas em alta
- Carteira de crédito resiliente mesmo em cenário econômico restritivo
- Controle rigoroso de custos operacionais
Apesar de leve pressão sobre a margem financeira líquida, o banco deve mostrar expansão moderada do crédito e provisões bem geridas, mantendo o ROE elevado. Para o Goldman Sachs, a alavancagem operacional — receitas crescendo acima das despesas — continua sendo diferencial que reduz riscos e amplia a previsibilidade dos resultados.
Bradesco: sinais consistentes de recuperação
O Itaú BBA prevê evolução sequencial do lucro e melhora gradual da rentabilidade no Bradesco. Entre os vetores positivos esperados estão:
- Crescimento da carteira de crédito
- Margens ajustadas ao risco relativamente estáveis
- Inadimplência sob controle
- Contribuição relevante de serviços e seguros
Esses fatores tendem a compensar investimentos contínuos em tecnologia e despesas administrativas ainda elevadas. Embora o Goldman Sachs alerte para pressões pontuais no segmento de seguros e no ritmo das despesas, o consenso de mercado indica avanço gradual no processo de recuperação, com ganhos de eficiência e retorno maior ao acionista.
Santander Brasil: estabilidade e perfil defensivo
Primeiro grande banco a divulgar números do 4T25, o Santander deve apresentar trimestre de estabilidade operacional. Projeções apontam para:
- Crescimento moderado da carteira de crédito
- Margens pressionadas pela tesouraria
- Avanço das receitas de tarifas, sobretudo em cartões e seguros
- Qualidade dos ativos estável
Despesas operacionais mais altas e alíquota efetiva de imposto maior podem limitar o lucro líquido. Analistas veem o Santander com ROE intermediário, perfil defensivo e menor probabilidade de surpresas positivas em relação a Itaú e Bradesco.
Imagem: Divulgação
Banco do Brasil: cautela com custos de crédito
Tanto Itaú BBA quanto Goldman Sachs mantêm postura cautelosa com o Banco do Brasil. Os principais desafios incluem:
- Custos de crédito ainda elevados
- Pressão da carteira rural sobre as provisões
- Despesas operacionais ascendentes
- Margens sob pressão no curto prazo
Embora exista perspectiva de recuperação gradual ao longo de 2026, o banco deve seguir com ROE abaixo dos pares no curto prazo. Sinais mais claros de controle de riscos serão essenciais para reduzir o desconto em relação à concorrência.
Comparativo de perspectivas
Instituições consultadas traçam o seguinte panorama:
- Itaú Unibanco – Destaque positivo: alta e consistente rentabilidade, risco de crédito baixo.
- Bradesco – Evolução positiva: recuperação gradual, inadimplência controlada.
- Santander Brasil – Estabilidade: margens pressionadas, porém ativos estáveis.
- Banco do Brasil – Maior cautela: custos de crédito elevados e desafios operacionais.
O que acompanhar além dos números
Investidores estarão atentos a projeções para 2026, especialmente sobre:
- Receita líquida de juros em ambiente de possível flexibilização monetária
- Eficiência operacional e alavancagem
- Trajetória de provisões para perdas com crédito
- Qualidade dos ativos frente a um cenário ainda desafiador
Com expectativa de maior confiança em Itaú e Bradesco, estabilidade no Santander e cautela com Banco do Brasil, o 4T25 promete esclarecer o quão resilientes os bancos permanecem diante das pressões macroeconômicas.
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Em resumo, os balanços 4T25 devem reforçar a liderança do Itaú, sinalizar recuperação do Bradesco, confirmar a estabilidade do Santander e testar a capacidade de reação do Banco do Brasil. Continue acompanhando o Diário de Finanças para receber alertas sobre a divulgação dos resultados e entender as implicações para seus investimentos.



