O Banco do Brasil (BB) bloqueou um cartão de crédito internacional do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes em decorrência das sanções impostas pela Lei Magnitsky, apurou o Valor Econômico.
A instituição financeira não detalhou qual era a bandeira do plástico, apenas informou que ofereceu ao magistrado a emissão de um novo cartão Elo, marca controlada por BB, Bradesco e Caixa, que não realiza liquidações nos Estados Unidos. Procurado, o Banco do Brasil não se pronunciou oficialmente.
Outros bancos consultados declararam que o sigilo bancário impede a divulgação de dados sobre clientes. Nesses arranjos de pagamento, o emissor do cartão — neste caso, o banco — detém as informações do portador; as bandeiras, apesar de administrarem a rede, não têm acesso a esses dados.
A notícia sobre o bloqueio do cartão de Moraes foi publicada inicialmente pela Folha de S.Paulo, sem identificar qual banco teria adotado a medida. Na quarta-feira (20), executivos de grandes instituições financeiras presentes em um evento em São Paulo — Mario Leão (Santander), Roberto Sallouti (BTG Pactual) e Milton Maluhy Filho (Itaú Unibanco) — preferiram não comentar publicamente os impactos da Lei Magnitsky.
Apesar do silêncio oficial, Maluhy observou que o sistema financeiro brasileiro é “uma das fortalezas do país” e que “sempre surge um risco novo”, em alusão às recentes manchetes. A fala foi interpretada como menção indireta às sanções que afetam autoridades nacionais.

Imagem: valor.globo.com
Com o bloqueio do cartão e a oferta de um novo produto com bandeira brasileira, Moraes passa a contar com um meio de pagamento que não enfrenta restrições em território norte-americano.
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Com informações de Valor Econômico



