São Paulo – Pelo menos dez bancos e fintechs já permitem que clientes parcelem pagamentos via Pix, mesmo antes da publicação das regras que o Banco Central deve divulgar ainda este mês.
Como funciona
Há duas formas principais de parcelamento:
1 – Empréstimo pessoal: o valor é creditado à vista para quem recebe, e o pagador quita as parcelas diretamente na conta corrente. Incidem juros que, conforme as instituições, variam de 1,59% a 9,99% ao mês.
2 – Cartão de crédito: o débito ocorre na fatura. Inicialmente não há juros, mas podem existir taxas e IOF. Se houver atraso, valem os encargos do cartão.
Quem já oferece
Entre os bancos que disponibilizam o serviço estão Itaú Unibanco, Inter, Santander, Bradesco, Banco do Brasil, C6 Bank, Banco PAN, will bank, Nubank e a carteira digital Mercado Pago. Cada um adota limites, taxas e prazos próprios, de acordo com o perfil de crédito do cliente.
- Itaú Unibanco: parcelamento no cartão desde novembro de 2024, em até 12 vezes.
- Inter: opção ativa desde outubro de 2023, com juros a partir de 2,99% ao mês e até 18 parcelas.
- Santander: inicia oferta gradual este mês; juros a partir de 1,59% ao mês no cartão e 2,99% no empréstimo pessoal.
- C6 Bank: disponível desde junho de 2025 para grupo restrito, com juros a partir de 3,99% ao mês.
- Banco PAN: taxas a partir de 9,99% ao mês no cartão e 8,60% no empréstimo pessoal.
Números do Pix
O Pix movimentou R$ 76,2 trilhões entre novembro de 2020 e junho de 2025, em 176,4 bilhões de transações. A média de pagamento ficou em R$ 1.362. O recorde diário foi registrado em 6 de junho de 2025, com 276,7 milhões de operações e R$ 135,6 bilhões.
O que muda com a norma do BC
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirma que a adesão ao parcelamento continuará opcional para as instituições. A regulamentação deve padronizar nomenclatura e procedimentos, mas cada banco seguirá com política própria de juros e análise de risco.
Imagem: www1.folha.uol.com.br
Alerta de especialistas
Educadores financeiros lembram que o Pix parcelado equivale a um empréstimo e pode elevar o risco de endividamento. Eles recomendam comparar taxas com outras linhas de crédito, como consignado ou parcelamento convencional no cartão, antes de contratar.
Com o avanço da regulamentação, a modalidade tende a alcançar cerca de 60 milhões de brasileiros que não possuem cartão de crédito, ampliando o acesso ao consumo digital.
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Com informações de Folha de S.Paulo



