Brasília – O Banco Central (BC) pretende regulamentar o Pix Parcelado no segundo semestre de 2025, com expectativa de publicação das normas em setembro. A nova modalidade permitirá dividir pagamentos pelo sistema de transferências instantâneas, aproximando-se do funcionamento do cartão de crédito, porém com características próprias.
Como vai funcionar
Ao optar pelo Pix Parcelado, o consumidor escolherá o número de prestações e a data de vencimento de cada parcela. O valor total será creditado imediatamente na conta do recebedor, enquanto o pagador liquidará as parcelas diretamente com o banco, que assumirá o risco de inadimplência.
Assim como no cartão de crédito, haverá cobrança de juros, mas a operação seguirá a lógica de um empréstimo. Dessa forma, não se prevê a prática de parcelamento sem juros. Segundo especialistas, as taxas devem ficar abaixo dos juros do rotativo do cartão, hoje acima de 400% ao ano, porém superiores às linhas tradicionais de financiamento.
Limites e definição de taxas
O limite de crédito, prazos e juros serão definidos por cada instituição financeira com base em dados de Open Finance, sistema que permite o compartilhamento de informações de clientes entre bancos, fintechs e outras empresas autorizadas. Para estabelecer o limite, serão considerados renda, histórico de pagamentos e score de crédito.
Diferenças em relação ao cartão
No cartão, o consumidor possui um limite pré-aprovado e pode ter ofertas de parcelamento sem juros, dependendo do acordo com o lojista. No Pix Parcelado, o banco fará a análise a cada transação e aplicará juros explícitos, informados antes da confirmação do pagamento.
Disponibilidade e ofertas atuais
Embora o BC só publique as regras em setembro, algumas instituições já oferecem ferramentas semelhantes. O Santander disponibiliza o “Divide o Pix”, com parcelamento em até 24 vezes e até 59 dias para o primeiro pagamento. Itaú, Nubank e Banco do Brasil também permitem dividir transferências via Pix, cada um com condições próprias de prazo e tarifa.
Mesmo após a regulamentação, o cartão de crédito deve continuar relevante, pois oferece benefícios como programas de milhas e aceitação internacional. Porém, o Pix tende a reduzir custos operacionais e fraudes, fatores que podem atrair varejistas e consumidores.

Imagem: borainvestir.b3.com.br
Próximos passos
O BC reforça que a regulamentação pretende padronizar a experiência do usuário, ampliar o acesso ao crédito e dar transparência às condições de pagamento. Depois de publicada, a norma abrirá caminho para a expansão da modalidade em lojas físicas e plataformas on-line.
Com o anúncio das diretrizes, bancos e fintechs deverão ajustar seus sistemas para oferecer o Pix Parcelado em larga escala, beneficiando consumidores que não possuem cartão de crédito ou que buscam alternativas de parcelamento.
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Resumo: O Pix Parcelado permitirá compras a prazo pelo sistema instantâneo, com juros definidos pelas instituições financeiras com base em Open Finance. As regras serão divulgadas pelo BC até setembro de 2025, e bancos já se preparam para oferecer a modalidade de forma padronizada.
Com informações de Bora Investir



