Bolsas da Ásia sobem à espera de novos sinais do Fed

Bolsas da Ásia encerraram a sessão desta segunda-feira, 22 de setembro de 2025, em terreno positivo, impulsionadas pela expectativa de que o Federal Reserve (Fed) detalhe seus próximos passos após reduzir os juros na semana passada.

O Nikkei 225, de Tóquio, avançou 0,99%, fechando a 45.493,66 pontos. Em Seul, o Kospi subiu 0,68%, para 3.468,65 pontos. Na China continental, o Xangai Composto ganhou 0,22%, encerrando a 3.828,57 pontos, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,76%, a 26.344,14 pontos. Na Índia, o Nifty 50 caiu 0,46%, para 25.211,75 pontos.

Bolsas da Ásia sobem à espera de novos sinais do Fed

Analistas afirmam que o foco dos investidores continua na trajetória da política monetária norte-americana. A indicação do Fed de um ciclo de afrouxamento gradual sustenta o apetite por risco, mas comentários de dirigentes previstos para esta semana e a divulgação, na sexta-feira, do índice de inflação preferido do banco central podem redefinir expectativas.

Pressão sobre o setor de tecnologia indiano

No mercado indiano, o desempenho negativo refletiu a preocupação com o anúncio do governo dos Estados Unidos de que novas solicitações de visto de trabalho H-1B deverão ter taxa de US$ 100 mil. O setor de tecnologia da informação da Índia, avaliado em US$ 283 bilhões, depende amplamente de profissionais enviados ao mercado norte-americano e obtém mais da metade de sua receita nos EUA.

“É um risco direto para os custos operacionais e as margens. Podemos ver pressões sobre salários e despesas trabalhistas”, avaliou Kyle Rodda, analista sênior da Capital.com. Segundo ele, empresas que optarem por contratar mão de obra fora dos EUA ainda podem enfrentar medidas punitivas.

Negociações EUA-China favorecem Xangai

Na China, sinais de progresso entre Washington e Pequim sobre o futuro do TikTok contribuíram para sustentação do Xangai Composto, apesar da realização de lucros em Hong Kong. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter avançado em acordo com o presidente Xi Jinping, alimentando expectativas de alívio nas tensões tecnológicas.

Agenda norte-americana segue no radar

Além dos discursos de autoridades do Fed, os investidores aguardam o relatório de preços de gastos com consumo (PCE), métrica de inflação preferida do banco central, que será divulgado na sexta-feira. O dado servirá de termômetro para a velocidade do ciclo de cortes e, consequentemente, para o rumo das bolsas asiáticas nos próximos pregões.

Com a combinação de juros mais baixos nos Estados Unidos e sinais mistos sobre comércio global, operadores avaliam que a volatilidade deve permanecer elevada, principalmente nos setores de tecnologia e exportação, que reagem com maior sensibilidade às decisões de política monetária e às medidas de restrição comercial.

Até lá, a expectativa é de que o volume de negócios permaneça concentrado em ações sensíveis a mudanças no dólar e em commodities, uma vez que a divisa norte-americana tende a refletir qualquer alteração na percepção de risco em relação à economia dos EUA.

No curto prazo, estrategistas veem espaço para movimentos técnicos, mas alertam que a trajetória das bolsas da Ásia continuará atrelada aos comunicados do Fed e às consequências das políticas comerciais de Washington, especialmente as que atingem o setor de tecnologia.

Para acompanhar os desdobramentos da política econômica e entender como decisões internacionais afetam o seu bolso, confira mais análises na seção de Economia do Diário de Finanças.

Resumo: nesta segunda-feira, os principais índices asiáticos fecharam majoritariamente em alta, refletindo a expectativa por novos sinais do Fed e os impactos das medidas de visto dos EUA. Continue acompanhando nossas atualizações e fique por dentro dos próximos movimentos do mercado.

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