Bolsas globais sobem com alívio nas tensões EUA-China -

Bolsas globais sobem com alívio nas tensões EUA-China

Bolsas globais sobem com alívio nas tensões EUA-China na manhã desta segunda-feira, apoiadas pela expectativa de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reduza tarifas impostas a Pequim e avance no diálogo com o líder chinês, Xi Jinping.

O sinal de trégua comercial anima as mesas de operação em um dia de agenda econômica esvaziada. Por volta das 8h (horário de Brasília), o futuro do S&P 500 ganhava 0,25%, enquanto o do Nasdaq avançava 0,29%. Nos títulos americanos, o rendimento da Treasury de 30 anos cedia de 4,609% para 4,605%, indicando menor aversão ao risco após as turbulências recentes envolvendo bancos regionais e o mercado de crédito.

Bolsas globais sobem com alívio nas tensões EUA-China

Na Europa, o panorama também era positivo: o índice Stoxx 600 registrava alta de 0,65%, e o FTSE MIB, de Milão, subia 1,40%. Investidores veem espaço para recuperação dos ativos diante de um possível desaquecimento na disputa tarifária entre as duas maiores economias do planeta.

Ainda no exterior, as atenções voltam-se para os dados de inflação dos Estados Unidos. Mesmo com parte do governo paralisada por impasses orçamentários (shutdown), o Departamento do Trabalho manteve para sexta-feira a divulgação do CPI (índice de preços ao consumidor) de outubro. No Brasil, o IBGE apresenta no mesmo dia o IPCA-15, leitura preliminar da inflação oficial.

A conjuntura doméstica brasileira também influencia o humor dos mercados. Hoje, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lança o programa Reforma Casa Brasil, que disponibilizará R$ 40 bilhões em crédito para reformas e melhorias em moradias populares. O pacote é visto como estímulo adicional à atividade e pode ter reflexos no debate fiscal a poucos meses das eleições municipais e de olho no pleito presidencial de 2026.

Nesse contexto, analistas acompanham o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, para checar se continuam as revisões para baixo das projeções do IPCA de 2025 e se esse movimento se estende a horizontes mais longos. A trajetória das expectativas de inflação será crucial para as próximas decisões do Comitê de Política Monetária (Copom).

Ao mesmo tempo, a política fiscal volta ao radar. Auditores do Tribunal de Contas da União contestaram o entendimento da equipe econômica e reiteraram que o governo deve mirar o centro da meta fiscal — e não o limite inferior — quando definir bloqueios de gastos no Orçamento anual. Na última quarta-feira, o TCU suspendeu temporariamente a obrigação de perseguir o centro da meta até que o plenário da Corte julgue recurso interposto pelo Executivo.

Com um cenário externo de menor tensão e um debate interno dominado pelo ajuste das contas públicas, agentes financeiros monitoram cada sinal de Brasília e de Washington. A direção dos ativos nos próximos pregões deve refletir a combinação entre avanços nas negociações EUA-China, números de inflação e definições sobre a meta fiscal.

Para quem deseja entender melhor como as expectativas do mercado impactam as finanças pessoais, a seção de Economia do Diário de Finanças oferece análises atualizadas sobre inflação, juros e política fiscal.

Em síntese, o alívio na guerra comercial sustenta o apetite ao risco nesta segunda-feira, mas a sustentabilidade desse movimento dependerá dos dados de preços ao consumidor e da clareza sobre o rumo da política fiscal. Acompanhe nossas próximas atualizações e mantenha-se informado sobre os fatores que orientam os mercados.

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