Bradesco vê alta por segurança após caso Banco Master: a procura por ativos considerados de baixo risco aumentou significativamente depois da liquidação do Banco Master, afirmou Bruno Cardoso, diretor e co-head de Tesouraria do Bradesco, em entrevista ao programa Capital Insights, parceria entre Broadcast e CNN Money.
O executivo explicou que, diante da volatilidade gerada pelo episódio, investidores migraram para instituições de maior porte, capitalizadas e supervisionadas, tornando os grandes bancos o “porto seguro” natural em momentos de estresse.
Bradesco vê alta por segurança após caso Banco Master
Cardoso relatou que o fluxo para produtos do Bradesco foi “relevante” e segue constante desde a divulgação dos problemas do Banco Master. Segundo ele, situações semelhantes no passado revelam um padrão de concentração de recursos em bancos com histórico robusto de governança e forte cobertura regulatória.
O debate sobre o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) também ganhou força. O diretor avaliou como “saudável” a discussão a respeito de eventuais ajustes no limite de cobertura. Na visão do Bradesco, possíveis mudanças poderiam fortalecer a confiança sem alterar a solidez já reconhecida do sistema financeiro nacional.
Apesar dos ruídos recentes em operações corporativas no exterior, Cardoso destacou que a janela de captações permanece aberta. O Bradesco realizou emissões internacionais aproveitando o aumento de liquidez global e o interesse de investidores por diversificação. “Estar no mercado externo é estratégico, não uma necessidade”, observou.
No câmbio, a instituição projeta o dólar em R$ 6,18 no fim de 2024 e R$ 5,48 no encerramento de 2025, refletindo incertezas políticas nos Estados Unidos e uma percepção fiscal doméstica menos negativa que a prevista meses atrás. Mesmo assim, o executivo ponderou: “Ainda temos um fiscal a resolver”.
Imagem: Divulgação
Para a taxa Selic, a expectativa do Bradesco é de cortes somando 300 pontos-base a partir de março, em passos de 0,50 ponto percentual por reunião, o que levaria os juros a 12% ao término de 2026. O Banco Central, segundo Cardoso, monitora o mercado de trabalho aquecido, mas não deve postergar o início do ciclo de afrouxamento.
Na frente tecnológica, o banco revelou ter quase 20 milhões de clientes totalmente digitais e planeja dobrar esse número. A estratégia inclui a nova plataforma EasyTrade, voltada a investidores profissionais, com preços em tempo real, notícias da Broadcast e análises internas.
Para entender como essas mudanças podem impactar seu planejamento financeiro, acesse a seção de Economia do Diário de Finanças e acompanhe análises atualizadas sobre juros, câmbio e investimentos.
O deslocamento de recursos para instituições sólidas reforça a resiliência do sistema bancário brasileiro e indica que, mesmo em meio a choques pontuais, o ambiente segue propício a captações externas, cortes graduais de juros e avanços na digitalização. Continue no Diário de Finanças para receber notícias em tempo real e aprofundar suas estratégias de investimento.



