Cartão de crédito no e-commerce deve apresentar crescimento médio de 12% ao ano no Brasil até 2028, de acordo com projeção do Ebanx divulgada nesta segunda-feira (9).
A estimativa supera o ritmo geral do mercado de cartões, que avançou 10,5% no terceiro trimestre de 2025, e reflete tanto a expansão acelerada das compras on-line quanto o aperfeiçoamento tecnológico das credenciais de pagamento, segundo a fintech.
Cartão de crédito no e-commerce crescerá 12% ao ano até 2028
Tecnologia e segurança sustentam a expansão
O levantamento do Ebanx, em parceria com a Payments and Commerce Market Intelligence (PCMI), aponta a tokenização como principal vetor de alta. O recurso substitui os 16 dígitos do plástico por um código único, reduz fraudes, melhora a taxa de aprovação e dispensa o CVV a cada compra. Soluções como Click to Pay, avanços em autenticação e novos modelos de prevenção também contribuem para o cenário projetado.
Sebastian Fantini, diretor de produtos do Ebanx, destaca que “o usuário não precisa mais digitar o cartão em toda transação, o que eleva a segurança e a experiência de compra”.
Pix ganha espaço, mas não canibaliza o cartão
O estudo mostra que o Pix já representa 42% do volume negociado no comércio eletrônico nacional em 2025, ligeiramente acima dos 41% atribuídos ao crédito. Para a fintech, a ascensão do pagamento instantâneo não decorre da migração de usuários do cartão, e sim da entrada de consumidores antes fora do mercado de crédito.
Lançado em junho, o Pix Automático deve acelerar ainda mais a presença desse meio em segmentos de assinatura, tradicionalmente dominados pelo cartão. Em um caso analisado pela empresa, 74% das pessoas que optaram pelo débito automático via Pix eram novos clientes, não vindos do plástico.
Parcelamento permanece como pilar na região
Apesar da concorrência, o parcelamento continua central no e-commerce brasileiro: 47% do volume processado em 2024 foi dividido em prestações. A prática também é comum na América Latina; na Argentina, o índice chega a 60%, superando o brasileiro.
Para fortalecer o débito on-line, a indústria aposta na modalidade PINless debit, que dispensa senha. O diretor-geral do Ebanx no Brasil, Leandro do Carmo, observa que a popularidade do Pix apressou a padronização desse formato e de outras melhorias de experiência.
Brasil lidera tokenização entre emergentes
O país responde por 25% das transações tokenizadas em mercados emergentes, à frente de Índia e Chile, que registram 20% cada. Estudo anterior da fintech indica que a tokenização de rede reduz em 86% as recusas por suspeita de fraude.
Imagem: Divulgação
Fantini atribui o desempenho à maturidade do ecossistema nacional: “Há mais de uma década consolidamos a interoperabilidade entre adquirentes, enquanto Chile e Argentina superaram monopólios há pouco tempo, e o México ainda opera em modelo exclusivo”.
Inteligência artificial otimiza aprovações
O Ebanx pretende ampliar ferramentas próprias baseadas em inteligência artificial, como o roteamento inteligente, que escolhe automaticamente o adquirente com maior chance de aprovar cada transação. A companhia também investe em novos modelos de prevenção a fraudes para sustentar o crescimento projetado.
Executivos da fintech reforçam que métodos de pagamento tendem a se complementar. A inclusão de uma nova opção no checkout costuma atrair consumidores adicionais, sem substituir integralmente as formas anteriores.
Em síntese, o cenário traçado pelo Ebanx sugere um mercado de pagamentos mais diversificado, no qual o cartão de crédito mantém trajetória ascendente apoiada por inovação, enquanto Pix, débito e carteiras digitais avançam e ampliam o alcance do comércio eletrônico brasileiro.
Quer saber mais sobre meios de pagamento e oportunidades no mercado digital? Confira nossas análises em Economia.
O estudo reforça a relevância de acompanhar a evolução dos sistemas de pagamento. Continue lendo o Diário de Finanças para manter-se atualizado e tomar decisões informadas.



