Cartões de crédito: veja quais trocar em 2026 para lucrar

Cartões de crédito ganham novos contornos em 2026, ano em que emissores ajustam pontuação, anuidade e acesso a salas VIP, criando oportunidades para consumidores que desejam mais retorno por dólar gasto.

A revisão de portfólio proposta por especialistas do setor mostra que manter plásticos tradicionais pode significar perder milhas, pagar spreads elevados e deixar benefícios na mesa.

Cartões de crédito: veja quais trocar em 2026 para lucrar

O levantamento, baseado em dados de mercado de abril de 2026, indica trocas pontuais capazes de elevar a pontuação e reduzir custos no exterior. Os comparativos a seguir consideram perfis equivalentes de renda e uso.

Mais pontos e menor spread: Sisprime Black supera Bradesco Black

Clientes que utilizam o Bradesco Black Pontos encontram no Sisprime Black uma alternativa direta. O novo emissor oferece 2,2 pontos por US$ 1 no crédito (0,7 ponto no débito), isenção total da anuidade ao gastar 30 % do limite e spread internacional zerado. Já o concorrente do Bradesco permanece em 1,8 ponto por US$ 1, anuidade de R$ 1.356 e spread de 6 %.

Uso global sem anuidade: Nomad Explorer Infinite substitui Nubank Ultravioleta

Para quem prioriza compras em moeda estrangeira, o Nubank Ultravioleta (2,2 pontos por US$ 1 e anuidade de 12× de R$ 89) perde terreno para o Nomad Explorer Infinite, que não cobra anuidade, pontua até 3 pontos por US$ 1 e libera acesso ilimitado à Sala Nomad em Guarulhos, além de quatro visitas Dragon Pass.

Contas internacionais turbinadas: Revolut Infinite à frente da Wise Platinum

No segmento multimoeda, o Revolut Infinite entrega até 2,5 pontos por US$ 1, spread em torno de 0,6 % e salas Dragon Pass gratuitas no plano metal. A Wise Platinum trabalha com spread entre 0,8 % e 1 % e não oferece acúmulo de pontos no débito, reduzindo a eficiência para quem viaja com frequência.

Pacote premium total: The One Black desbanca Personnalité Black

Clientes que concentram gastos elevados no Itaú Personnalité Black encontram no Itaú The One Black um salto de 2 para 3 pontos por US$ 1 no Brasil e de 3 para 3,5 pontos por US$ 1 no exterior. O The One inclui LoungeKey ilimitado com convidados, embora cobre anuidade de R$ 4.000 — valor que pode cair 100 % com fatura acima de R$ 60 mil mensais.

Programas aéreos: Azul Infinite rende mais que LATAM Pass Infinite

Para quem voa com frequência, o Azul Visa Infinite entrega até 5,25 pontos por US$ 1 no exterior (4,5 pontos no Brasil para clientes Clube), anuidade de R$ 1.260 e isenção total com gastos de R$ 20 mil. O LATAM Pass Visa Infinite limita-se a 3,5 pontos por US$ 1 fora do país e 2,5 pontos em território nacional.

Alta renda com foco em milhas: Caixa Ícone Infinite supera Bradesco Aeternum

O Bradesco Aeternum oferece 4 pontos por US$ 1 e spread de 5,8 %. O Caixa Ícone Infinite sobe para 5 pontos no Brasil, 6 pontos no exterior e reduz spread para 4 %, além de zerar o IOF em compras internacionais — combinação que amplia o acúmulo de milhas e economiza na conversão cambial.

Pontuação extrema: BRB DUX à frente do BB Altus LIV

No topo da pirâmide, o BRB DUX marca 5 pontos por US$ 1 no Brasil e 7 pontos no exterior, anuidade de R$ 1.680 e lounges ilimitados via LoungeKey, Dragon Pass e Priority Pass. O BB Altus LIV, com anuidade de R$ 3.600, chega a 3–4 pontos por US$ 1, sem Priority Pass.

Resumo das trocas recomendadas para 2026

  • Bradesco Black → Sisprime Black: mais pontos e spread zero.
  • Nubank Ultravioleta → Nomad Explorer Infinite: pontuação maior sem anuidade.
  • Wise Platinum → Revolut Infinite: menor spread e benefícios VIP.
  • Personnalité Black → The One Black: lounge ilimitado e pontuação superior.
  • LATAM Pass Infinite → Azul Infinite: maior aceleração de pontos no exterior.
  • Bradesco Aeternum → Caixa Ícone Infinite: pontos extras e IOF zerado.
  • BB Altus LIV → BRB DUX: pontuação recorde com custo menor.

Por que revisar seu cartão agora

O cenário de 2026 confirma que tradição não garante a melhor relação custo-benefício. Emissores passaram a oferecer pontuações agressivas, spreads reduzidos e regras flexíveis de isenção, pressionando produtos antigos. Avaliar o perfil de consumo, a moeda predominante nos gastos e o uso de salas VIP é essencial para capturar o máximo de valor.

Ao substituir cartões, o consumidor amplia o acúmulo de milhas, economiza em compras internacionais e acessa lounges exclusivos, sem necessariamente aumentar despesas fixas. As mudanças listadas acima concentram as principais oportunidades do momento.

Para conhecer outros guias atualizados sobre benefícios e estratégias de pontuação, visite nossa seção dedicada a cartões de crédito no Diário de Finanças.

Fique atento às atualizações periódicas do mercado e reavalie seu portfólio sempre que surgirem novos produtos ou ajustes nas tabelas de pontuação.

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