Quem: astrônomos do projeto ATLAS, comunidade científica internacional e o físico de Harvard Avi Loeb
O quê: observação do cometa interestelar 3I/ATLAS, terceiro objeto oriundo de fora do Sistema Solar já registrado
Quando: descoberto em 1.º de julho de 2025; periélio previsto para 29 de outubro de 2025; aproximações relevantes entre outubro de 2025 e março de 2026
Onde: detecção realizada pelo telescópio ATLAS, no Chile; objeto passará pelo plano da eclíptica, aproximando-se de Marte, Terra e Júpiter
Como: trajetória hiperbólica indica que o corpo não está gravitacionalmente preso ao Sol, evidenciando origem interestelar
Por quê: estudo de sua composição e dinâmica pode revelar pistas sobre a formação de outros sistemas planetários
Trajetória rara e tamanhos incomuns
Identificado pelo Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System, o 3I/ATLAS é classificado como cometa interestelar. Sua órbita hiperbólica comprova que o visitante não pertence ao Sistema Solar; em vez disso, apenas o atravessa antes de retomar viagem ao espaço profundo. Observações iniciais sugerem um núcleo maior que o dos cometas conhecidos, além de perda anômala de matéria — característica possivelmente ligada à composição formada em um ambiente estelar distinto.
O ponto mais próximo do Sol ocorrerá em 29 de outubro de 2025. Depois disso, o corpo fará uma leve curva gravitacional e seguirá para fora do sistema com velocidade ligeiramente maior. Embora não seja visível a olho nu, poderá ser detectado com telescópios amadores no fim de 2025, antes de desaparecer temporariamente atrás do Sol da perspectiva terrestre.
Imagem: NASA via br.ign.com
Datas de aproximação
As menores distâncias estimadas são:
- Marte: 3 de outubro de 2025 – 0,19 UA (cerca de 28,5 milhões km)
- Terra: 19 de dezembro de 2025 – 1,8 UA (270 milhões km)
- Júpiter: 16 de março de 2026 – 0,36 UA (54 milhões km)
Rovers e sondas em Marte terão a visão privilegiada; já na Terra, a observação exigirá equipamentos de maior abertura conforme o objeto se afasta.
Hipótese extraterrestre perde força
A possibilidade de origem artificial foi levantada pelo professor Avi Loeb, que mencionou o alinhamento incomum no plano da eclíptica e o tamanho fora do padrão como indícios de eventual nave movida a energia nuclear. No entanto, dados captados pelo Telescópio Espacial James Webb apontam para características compatíveis com um cometa de composição incomum, reduzindo o espaço para especulações sobre tecnologia alienígena. Loeb admite que a explicação mais simples — e a aceita pela maioria dos especialistas — é a de um cometa interestelar natural.
Planos para enviar uma sonda física esbarram no curto intervalo até a maior aproximação da Terra. A alternativa de tentar comunicação por rádio é considerada de baixo retorno científico, uma vez que não há evidência de vida ou tecnologia a bordo.
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Com informações de IGN Brasil


