Elizabeth Warren acusa CFPB de sabotar plano de Trump ao afirmar que o diretor interino do órgão, Russell Vought, estaria enfraquecendo iniciativas voltadas a tornar os cartões de crédito mais acessíveis nos Estados Unidos.
Em carta enviada na sexta-feira (23) e obtida pela CNBC, a senadora detalha que, no último ano, o Escritório de Proteção Financeira ao Consumidor (CFPB, na sigla em inglês) abandonou regras que limitavam taxas de atraso, apoiou credores em ações judiciais envolvendo práticas enganosas e interrompeu processos de fiscalização contra o setor.
Elizabeth Warren acusa CFPB de sabotar plano de Trump
A democrata lembra que, no início de abril, Donald Trump pediu publicamente que os bancos norte-americanos reduzissem voluntariamente as taxas de juros dos cartões de crédito para 10% durante 12 meses. Diante da falta de adesão, o ex-presidente passou a defender que o Congresso aprove legislação obrigando o teto.
Carta aponta contradição entre discurso e prática
Segundo Warren, enquanto o Congresso debate o projeto, as decisões tomadas por Vought dentro do CFPB “tornam mais fácil, e não mais difícil, para grandes bancos e operadoras de cartão de crédito explorarem os americanos”. A senadora afirma ter conversado diretamente com Trump para oferecer apoio parlamentar ao limite de juros, desde que o republicano “lute pela causa”.
Pedidos específicos à agência reguladora
No documento, Warren exige que Vought:
- Restaure imediatamente a regra que limitava a taxa de atraso no cartão de crédito a US$ 8, medida que, segundo ela, poderia poupar mais de US$ 10 bilhões por ano aos consumidores;
- Retome ações contra promoções de juros diferidos consideradas enganosas;
- Reative a fiscalização sobre aumentos de taxas de juros não comunicados;
- Reduza o acúmulo de reclamações de usuários e combata práticas de “bait-and-switch” em programas de recompensas.
Tensão sobre o futuro do CFPB
Warren ajudou a criar o CFPB durante o governo Obama e vê a agência como peça central na defesa dos consumidores. Partes da administração Trump, porém, já manifestaram interesse em extinguir ou remodelar o órgão dentro de uma agenda de desregulamentação pró-negócios. Funcionários atuais e ex-servidores relataram que o CFPB passa por cortes e tentativas de reduzir seu financiamento sob a liderança de Vought.
Imagem: Divulgação
“Ou o presidente Trump não está falando sério sobre cartões de crédito mais acessíveis, ou você está ignorando deliberadamente a orientação dele”, escreveu a senadora. Até o momento, o CFPB não respondeu publicamente às críticas.
Com a pressão de Warren e a falta de ação voluntária dos grandes bancos, cresce a expectativa de que o tema avance no Congresso nas próximas semanas.
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Em resumo, a senadora acusa o CFPB de agir contra o próprio objetivo de Trump de limitar juros dos cartões. Siga-nos para atualizações e saiba como essas decisões podem afetar seu dia a dia.



