FGC inicia pagamento de CDBs do Banco Master de R$ 41 bilhões e deve liberar os primeiros ressarcimentos já na próxima semana, segundo apuração do Valor Investe. A operação contempla cerca de 1,6 milhão de pessoas físicas em todo o país.
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) foi acionado após a liquidação do Banco Master, decretada em 18 de novembro, e trabalha para concluir o cruzamento de dados dos clientes antes de iniciar as transferências.
FGC inicia pagamento de CDBs do Banco Master de R$41 bi
De acordo com estimativas preliminares, o volume total a ser devolvido pode alcançar até R$ 41 bilhões. O valor médio projetado é de R$ 25 mil por CPF, dentro do teto de R$ 250 mil estabelecido pela cobertura do FGC.
Quem tem direito ao ressarcimento
Receberão os recursos todos os investidores que, na data da liquidação, possuíam Certificados de Depósito Bancário (CDBs) emitidos pela instituição. Para constar na lista final, é necessário que:
- O CPF esteja regularizado na base de dados repassada pelo Banco Master ao liquidante EFB Regimes Especiais de Empresas;
- O saldo aplicado obedeça ao limite de R$ 250 mil por instituição e por conjunto de produtos garantidos;
- Os dados cadastrais — especialmente conta bancária de mesma titularidade — estejam atualizados.
Próximos passos do processo
Após receber a base de clientes do Banco Master, o liquidante revisa as informações em conjunto com o FGC. Quando a conferência for concluída, a entidade publicará o cronograma oficial e fará o crédito automático na conta indicada pelo investidor.
Em liquidações recentes, o intervalo médio entre intervenção e início dos pagamentos foi de aproximadamente 27 dias. No caso do Banco Master, o porte da operação exige conferência mais complexa, mas a expectativa é que o dinheiro comece a ser liberado dentro de até dez dias.
Impactos para os investidores
Desde 18 de novembro, os CDBs do Banco Master estão congelados e deixaram de render. Assim, cada dia de atraso representa oportunidade perdida em relação a aplicações que seguem remunerando 100% do CDI. O início do pagamento, portanto, traz alívio e liquidez à parcela de investidores que dependia desses recursos.
Imagem: Divulgação
Segurança jurídica reforçada
Parte da demora ocorreu por disputas judiciais sobre a liquidação, inclusive questionamentos no Tribunal de Contas da União. A chance de reversão perdeu força depois que o ministro Jhonatan Jesus recuou da inspeção imediata no Banco Central. Além disso, decisão do Tribunal de Falências do Distrito Sul da Flórida reconheceu que o processo deve ocorrer no Brasil, sob responsabilidade da EFB, aumentando a segurança para o início dos créditos.
Como acompanhar o cronograma
O FGC divulgará todas as etapas em seu site oficial e nos canais de comunicação das corretoras e bancos distribuidores. Recomenda-se:
- Manter e-mail e telefone atualizados junto à instituição financeira;
- Verificar regularmente comunicados do FGC;
- Consultar o saldo previsto assim que a lista definitiva de credores for liberada.
O pagamento direto ao investidor, dentro das regras do fundo, reforça a importância de conhecer limites, prazos e procedimentos de garantia, especialmente em momentos de instabilidade bancária.
Para entender melhor como funciona a proteção do FGC e conferir outras medidas de segurança para aplicações de renda fixa, visite nossa editoria de Economia em Diário de Finanças.
O ressarcimento dos CDBs do Banco Master evidencia a robustez do sistema de garantia brasileiro e serve de lembrete para que o investidor diversifique emissor e valor aplicado. Acompanhe as atualizações, confirme seus dados e, quando liberado, resgate o montante para reinvestir de acordo com seu perfil.



