Hóspede usa cartão clonado em hotel na Pajuçara e é preso. A Polícia Civil de Alagoas deteve, nesta quinta-feira (19), um homem suspeito de estelionato eletrônico após ele quitar a estadia em um hotel do bairro Pajuçara com um cartão de crédito clonado.
O caso veio à tona quando a real titular do cartão, residente em São Paulo, percebeu a cobrança indevida da hospedagem e entrou em contato com o setor de reservas do estabelecimento, informando a possível fraude.
Hóspede usa cartão clonado em hotel na Pajuçara e é preso
Segundo o gerente de reservas, ao receber a denúncia, a equipe fez uma verificação interna e descobriu que o quarto ainda estava ocupado pelo suposto estelionatário, mesmo após o término oficial da estadia. A gerência acionou imediatamente a Operação Policial Litorânea Integrada (Oplit), que se dirigiu ao local para averiguação.
Contradições reforçaram indícios de fraude
Durante a abordagem, o suspeito apresentou versões conflitantes. Primeiro declarou que utilizara o cartão do pai; em seguida, mudou a narrativa e disse ter recebido um link de pagamento via WhatsApp de terceiros, mas não conseguiu mostrar qualquer comprovante de reserva ou autorização do titular do cartão.
Autuação por estelionato e audiência de custódia
Diante das inconsistências, os agentes encaminharam o homem à Central de Flagrantes, onde ele foi autuado por estelionato, crime previsto no artigo 171 do Código Penal. Ele deverá passar por audiência de custódia nesta sexta-feira (20), quando a Justiça avaliará a manutenção ou não de sua prisão.
Vítima tomou providências imediatas
A mulher lesada, que permaneceu em São Paulo durante todo o episódio, relatou que só percebeu a fraude ao receber a notificação de cobrança em sua fatura. Ao constatar o valor atípico, contatou o hotel e, ao confirmar a reserva feita em seu nome, comunicou a polícia alagoana.
O que diz a legislação sobre cartão clonado
O uso de meio eletrônico fraudulento para obtenção de vantagem ilícita caracteriza estelionato eletrônico, modalidade incluída no Código Penal em 2021. A pena varia de quatro a oito anos de reclusão, além de multa. Quando o crime é cometido contra idoso ou pessoa vulnerável, a punição pode ser aumentada.
Imagem: Ascom PC
Dicas de prevenção
Especialistas em segurança recomendam que os consumidores ativem notificações instantâneas no aplicativo do banco, revisem faturas com frequência e mantenham atualizados os sistemas de proteção do smartphone. Caso identifiquem compras não reconhecidas, é fundamental bloquear o cartão imediatamente e registrar boletim de ocorrência.
Para o setor hoteleiro, analistas orientam exigir apresentação física do cartão e documento de identidade do portador no check-in, além de utilizar plataformas de pagamento que ofereçam dupla verificação.
O inquérito instaurado pela Polícia Civil seguirá agora para coleta de depoimentos adicionais e análise de imagens de segurança do hotel, a fim de confirmar se o suspeito agiu sozinho ou com outros envolvidos.
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O caso reforça a importância de monitorar gastos e denunciar irregularidades rapidamente. Acompanhe nossas atualizações e compartilhe esta notícia para alertar outras pessoas.



