O índice de inadimplência das famílias brasileiras em operações de crédito com recursos livres subiu de 6,3% para 6,5% entre junho e julho, de acordo com relatório divulgado pelo Banco Central (BC). O resultado leva o indicador ao nível mais alto desde maio de 2013, quando estava em 6,6%, consolidando um recorde de mais de 12 anos.
Entre as modalidades de financiamento, o rotativo do cartão de crédito voltou a se destacar como principal responsável pelo aumento da inadimplência. O juro médio total cobrado pelos bancos nessa linha passou de 440,5% para 446,6% ao ano no mesmo intervalo, incremento de 6,1 pontos percentuais.
Considerado um dos meios de pagamento mais utilizados no País, o cartão de crédito torna-se especialmente arriscado quando o consumidor não quita o valor total da fatura e entra no rotativo. As taxas, que figuram entre as mais altas do mercado, rapidamente elevam a dívida e dificultam a regularização dos débitos.
O BC reforça que, caso não seja possível pagar o valor integral da fatura, o consumidor deve procurar alternativas como parcelamento com juros menores ou portabilidade para linhas de crédito mais baratas. Também recomenda planejamento financeiro para evitar o uso excessivo do limite do cartão.
O avanço dos juros do rotativo ocorre em paralelo à alta da inadimplência, indicando que o endividamento das famílias permanece pressionado pelo custo elevado do crédito. Analistas alertam que, sem mudança de comportamento nos gastos e renegociação das dívidas, o cenário pode continuar desfavorável.

Imagem: jc.uol.com.br
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Com informações de JC Online



