Jovens concentram 11,5% dos 77,8 milhões de inadimplentes no país

O Brasil encerrou junho de 2025 com 77,8 milhões de consumidores inadimplentes, de acordo com o Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas no Brasil. Desse total, 11,5% pertencem à faixa etária de 18 a 25 anos, mostrando que a vida financeira começa com obstáculos para muitos jovens que acabam de conquistar autonomia.

Especialistas atribuem o índice à falta de histórico de crédito e ao aprendizado inicial sobre produtos como cartões e empréstimos. “Planejar-se é entender quanto se ganha e quanto se gasta. A partir dessa análise, é possível ajustar excessos sem abrir mão total do lazer”, orienta Daiane Alves, educadora financeira da fintech Neon.

Cartão de crédito lidera registros de dívida

O cartão de crédito permanece como o principal vilão da inadimplência brasileira, respondendo por 27,5% das negativações. Para muitos consumidores, o limite disponível é confundido com renda extra, o que resulta em compras acima da capacidade real de pagamento e vira porta de entrada para juros elevados.

Impactos a longo prazo

Quando a inadimplência acontece cedo, o jovem passa a enfrentar juros mais altos, o que encarece rapidamente o valor da dívida. Além disso, um histórico negativo dificulta o acesso a crédito futuro em condições vantajosas, comprometendo projetos como financiamento imobiliário ou aquisição de veículos.

Organização sem abrir mão do lazer

Segundo Alves, o equilíbrio está em listar ganhos e despesas, priorizar contas fixas e reservar parte para lazer. A educadora destaca que essa disciplina inicial evita efeito cascata de dívidas e mantém a saúde financeira a longo prazo.

Embora o número de jovens inadimplentes represente fatia menor do total, o dado reforça a necessidade de educação financeira precoce. Usar o crédito de forma consciente, compreender taxas de juros e manter reservas emergenciais são passos essenciais para evitar comprometer o futuro.

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Imagem: einvestidor.estadao.com.br

Para quem já possui pagamentos em atraso, a orientação é buscar negociação com credores, avaliar condições de parcelamento e, se possível, concentrar dívidas em uma única operação com taxas menores.

Saiba mais sobre planejamento financeiro na seção de Economia do Diário de Finanças e mantenha-se informado sobre estratégias para manter o orçamento em dia.

Com informações de E-Investidor

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