Juros do cartão: assessor de Trump propõe alternativa -

Juros do cartão: assessor de Trump propõe alternativa

Juros do cartão: assessor de Trump propõe alternativa. Juros do cartão de crédito voltaram ao centro do debate nos Estados Unidos após o assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, sugerir que grandes bancos ofereçam, de forma voluntária, cartões a consumidores hoje fora do sistema financeiro.

A ideia foi apresentada nesta sexta-feira (16) como resposta à proposta do presidente Donald Trump de impor um teto de 10% aos juros do cartão, medida duramente criticada por executivos do setor bancário e seus representantes em Washington.

Juros do cartão: assessor de Trump propõe alternativa

Em entrevista à Fox Business, Hassett — que chefia o Conselho Econômico Nacional — explicou que a iniciativa miraria trabalhadores com renda estável, mas sem histórico de crédito. “Os bancos poderiam oferecer voluntariamente para pessoas que não têm muita alavancagem financeira, mas que demonstram capacidade de pagamento”, afirmou.

Segundo o assessor, a estratégia dispensaria nova legislação no Congresso. “Nossa expectativa é que isso não precise de lei, porque surgirão novos ‘Trump Cards’, oferecidos voluntariamente pelos próprios bancos”, declarou, em referência ao apelido informal que o projeto ganhou dentro do governo.

Repercussão no setor financeiro

Na semana anterior, durante videoconferências com autoridades, executivos de grandes emissores alertaram que um teto obrigatório de 10% nos juros do cartão de crédito resultaria no fechamento de contas — e não na ampliação da oferta de crédito. O temor é que a limitação reduza margens de lucro e eleve o risco de inadimplência.

Embora Hassett afirme manter diálogo frequente com os principais bancos do país, um grande emissor e um lobista que representa a indústria bancária disseram à CNBC que ainda não houve discussões formais sobre o chamado Trump Card.

Motivação do governo

Ao buscar uma solução negociada, a Casa Branca tenta equilibrar dois objetivos: aumentar o acesso ao crédito para famílias de baixa renda e evitar choques regulatórios que possam desacelerar o consumo — componente vital para a economia norte-americana.

Assessores presidenciais enxergam na iniciativa voluntária um caminho menos intervencionista e politicamente mais viável do que alterar, via Congresso, toda a estrutura regulatória de cartões de crédito. Ainda assim, o governo mantém a pressão pública sobre o setor para reduzir custos aos consumidores.

Próximos passos

Hassett não detalhou prazos para implementação, mas indicou que o assunto continuará em pauta nas reuniões entre governo e bancos. Caso a proposta avance, cada instituição definirá critérios próprios de concessão, desde que voltados a clientes tradicionalmente excluídos do crédito.

Por enquanto, permanece a incerteza sobre se a ameaça de limitar juros do cartão de crédito servirá apenas como instrumento de barganha ou se poderá, de fato, transformar-se em projeto de lei caso o setor não apresente medidas concretas.

O governo e as instituições financeiras devem retomar as conversas nas próximas semanas, enquanto investidores acompanham de perto os desdobramentos e possíveis impactos sobre o consumo nos Estados Unidos.

Para acompanhar outras notícias e análises sobre cartões de crédito, visite nossa seção de Cartão de Crédito.

Resumo: a Casa Branca avalia flexibilizar a proposta de limitar os juros do cartão de crédito, incentivando bancos a oferecerem voluntariamente linhas a consumidores hoje sem acesso financeiro. Continue acompanhando o Diário de Finanças para atualizações sobre economia e mercado.

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