Juros do cartão de crédito rotativo: teto de 100% freia -

Juros do cartão de crédito rotativo: teto de 100% freia

Juros do cartão de crédito rotativo passaram a seguir, desde janeiro de 2024, um limite que impede que a dívida ultrapasse o dobro do valor original. Dois anos depois, a regra chega a 2026 sob avaliação de consumidores e especialistas: o endividamento diminuiu, mas o custo do crédito continua elevado com a taxa Selic em torno de 15% ao ano.

Até a alteração legislativa, atrasar a fatura significava conviver com encargos que podiam superar 400% ao ano, transformando pequenas pendências em compromissos praticamente impagáveis. Hoje, mesmo quem só paga o mínimo sabe exatamente até onde a dívida pode crescer, embora os juros mensais ainda pesem no bolso.

Juros do cartão de crédito rotativo: teto de 100% freia

Como funciona o novo limite

A principal novidade da regulamentação foi estabelecer que a soma de juros e encargos não pode exceder 100% do valor originalmente devido. Na prática, se o consumidor deixa R$ 100 em aberto, a instituição financeira só pode cobrar, no máximo, R$ 200 ao final do período, independentemente do tempo decorrido.

O objetivo é conter a chamada “bola de neve” típica do crédito rotativo, oferecendo uma barreira clara contra a explosão das dívidas e reduzindo o risco de superendividamento.

Selic alta mantém o crédito caro em 2026

Apesar do teto, o rotativo segue entre as linhas mais onerosas do mercado. Dados divulgados no fim de 2025 apontaram nova elevação das taxas médias cobradas pelos bancos. O principal motivo é a Selic elevada, perto de 15% ao ano, que encarece o custo de captação das instituições financeiras e se reflete diretamente no cartão de crédito.

Assim, quem não consegue quitar a fatura integralmente ainda enfrenta um peso relevante sobre o orçamento mensal, mesmo sabendo que a dívida total não poderá extrapolar o limite de 100%.

Mais transparência e possibilidade de portabilidade

Além do teto, a legislação determinou que as faturas exibam, de forma clara, os custos do rotativo e simulações de parcelamento. Outro ponto é a portabilidade: o cliente pode transferir o saldo devedor para outro emissor que ofereça condições mais vantajosas, fomentando a concorrência no setor.

Famílias seguem endividadas

Mesmo com as novas salvaguardas, o percentual de endividamento das famílias brasileiras permanece alto. De acordo com números mais recentes, os compromissos financeiros representam 49,3% da renda acumulada, sinalizando que o problema não se resume aos cartões, mas à pressão geral sobre o orçamento doméstico.

Orientações para quem entrou no rotativo

• Confira se a soma de juros e encargos não ultrapassa o dobro da dívida original contraída a partir de 2024.
• Solicite ao banco o demonstrativo detalhado por escrito. Em caso de divergência, recorra ao SAC da instituição e guarde o protocolo.
• Persistindo o problema, procure o Procon com a documentação em mãos.
• Avalie opções de portabilidade e pesquise o custo efetivo total antes de migrar a dívida.

A regulamentação trouxe um freio essencial e aumentou a transparência, mas não elimina a necessidade de planejamento financeiro. O rotativo continua caro e deve ser usado apenas em situações emergenciais.

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Em resumo, o teto de 100% protege contra dívidas intermináveis, mas a Selic alta mantém os juros do cartão de crédito rotativo como um dos custos mais salgados do mercado. Fique atento às faturas, avalie alternativas e adote um planejamento que evite recorrer ao rotativo sempre que possível.

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