Nubank demissões voltaram às manchetes depois que cerca de 300 colaboradores participaram de uma plenária, organizada pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, para ler uma carta-manifesto que critica o fim do home office e questiona desligamentos recentes.
O documento pressiona a fintech a rever 14 demissões por justa causa e a negociar o novo regime de trabalho, que prevê presença obrigatória no escritório a partir de 2026. A mobilização expõe atritos internos e coloca em pauta transparência, governança e clima organizacional.
Nubank demissões: carta contesta volta presencial
Principais reivindicações dos funcionários
A carta-manifesto, lida durante a plenária virtual, enumera cinco pontos centrais:
• Reversão da política que encerra o home office atual.
• Recontratação dos 14 profissionais desligados por justa causa.
• Justificativas baseadas em dados que comprovem a necessidade do retorno presencial.
• Abertura de negociação formal com o sindicato antes de qualquer alteração contratual.
• Garantia de que rejeitar o novo aditivo não resulte em demissão.
Entre os demitidos, 12 teriam sido dispensados após questionarem a mudança em reunião com o CEO, David Vélez. Outros dois foram desligados por suspeita de tentativa de sabotagem de sistemas internos. Os colaboradores sustentam que não houve fundamentação clara para as penalidades.
Entenda a mudança de regime
Em 6 de novembro, o Nubank anunciou um cronograma de volta gradual ao escritório que afeta cerca de 70 % dos funcionários:
• Até junho de 2026 – uma semana presencial por trimestre.
• De julho de 2026 em diante – dois dias presenciais por semana.
• A partir de janeiro de 2027 – três dias presenciais por semana.
O modelo anterior oferecia flexibilidade quase total, o que atraiu profissionais durante a pandemia. Representantes dos trabalhadores criticam a ausência de dados que sustentem a decisão e alegam que não houve estudo prévio de impacto ou diálogo sindical.
Riscos apontados pelos colaboradores
Segundo participantes da plenária, a nova política traz potenciais consequências:
Imagem: Divulgação
• Possível aumento de custos operacionais com deslocamentos e estrutura física.
• Reavaliação de benefícios atrelados ao trabalho remoto.
• Necessidade de aditivos contratuais, elevando risco de passivos trabalhistas.
• Queda na retenção de talentos em um mercado competitivo para profissionais de tecnologia.
Reunião agendada e próximos passos
Uma reunião oficial entre o sindicato e a diretoria do Nubank está marcada para quarta-feira, 19, quando serão debatidas eventuais reversões das demissões e ajustes no regime híbrido. Caso não haja acordo, a entidade sindical estuda mobilizações adicionais, incluindo denúncia a órgãos fiscalizadores.
Impacto no posicionamento da fintech
A pressão interna ocorre em momento crucial, pois o Nubank tenta consolidar expansão regional e diversificar receitas. Analistas avaliam que conflitos trabalhistas prolongados podem afetar a imagem da marca, aumentar custos e retardar projetos estratégicos.
Enquanto aguarda o desfecho da negociação, a fintech mantém o cronograma de retorno presencial e não comentou publicamente a carta-manifesto. Já o sindicato reafirmou que buscará todas as vias legais para garantir diálogo e preservação dos empregos.
Para o setor financeiro, o caso destaca como políticas de trabalho híbrido exigem transparência, planejamento e alinhamento com a legislação, sob pena de gerar desgaste interno e externo.
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O Nubank enfrenta um teste decisivo: equilibrar produtividade, cultura corporativa e satisfação dos colaboradores. Acompanhe nossos próximos conteúdos e saiba em primeira mão os resultados da reunião de 19 de dezembro.



