Pix parcelado terá juros menores que cartão, diz BC

Pix parcelado deverá chegar ao público no próximo mês com a promessa de cobrar juros inferiores aos praticados nos cartões de crédito, segundo informações apuradas por O Globo e Folha de S.Paulo.

O Banco Central (BC) adiou o lançamento do serviço, inicialmente previsto para este mês, para concentrar esforços em melhorias de segurança nos sistemas que suportam a nova modalidade de pagamento.

Pix parcelado terá juros menores que cartão, diz BC

De acordo com a proposta, o Pix parcelado funcionará como uma versão padronizada do já conhecido “Pix no crédito”, hoje oferecido por diferentes bancos com regras e taxas variadas. A padronização imposta pelo BC garantirá a mesma taxa de juros em todas as instituições participantes.

Como a operação vai acontecer

Quando o comprador optar por parcelar uma compra via Pix, o vendedor receberá o valor integral imediatamente. O risco de inadimplência ficará a cargo do banco ou da instituição financeira que processar a transação, eliminando a necessidade de operadoras de cartão de crédito como intermediárias.

Com menos etapas na operação, a expectativa é de que as alíquotas sejam menores do que as cobradas em compras parceladas no cartão. Atualmente, as taxas do “Pix no crédito” variam de 1,59% a 9,99% ao mês, enquanto o rotativo do cartão ultrapassa 300% ao ano.

Vantagens para consumidor e lojista

Para o consumidor, o Pix parcelado se assemelha a um empréstimo pessoal com juros reduzidos em relação ao cartão de crédito, mas superiores aos de financiamentos tradicionais. Caso a loja ofereça parcelamento sem juros no cartão, essa alternativa segue mais vantajosa. No entanto, sempre que a compra incluir juros, a nova modalidade deve ser mais barata.

Já o lojista continuará recebendo o dinheiro à vista, sem arcar com custos adicionais. No sistema de cartões, o recebimento antecipado também é possível, mas implica taxas mais elevadas cobradas pelas operadoras.

Próximos passos do Banco Central

Apesar de ainda não divulgar a taxa definitiva, o BC trabalha para definir um patamar que equilibre o custo do crédito para o cliente e o risco assumido pelos bancos. A instituição também afirmou que a entrada em produção só ocorrerá após a conclusão dos testes de segurança.

Com a data de lançamento atualizada para o próximo mês, bancos e fintechs ajustam seus aplicativos para integrar a solução assim que ela for liberada. O mercado financeiro projeta que o novo mecanismo aumente a concorrência no crédito parcelado e pressione as operadoras de cartão a revisarem suas tarifas.

O Pix parcelado chega em um momento de forte busca por alternativas ao crédito tradicional, impulsionado pelo crescimento do sistema de pagamentos instantâneos criado em 2020. Analistas avaliam que, se bem-sucedida, a iniciativa poderá reduzir o endividamento de curto prazo das famílias brasileiras.

Em resumo, o serviço pretende oferecer ao consumidor uma forma de pagamento parcelado com juros menores, ao lojista o recebimento imediato e, ao sistema financeiro, maior padronização e segurança nas operações.

Para acompanhar outras mudanças importantes no mercado financeiro, visite a seção de Economia do Diário de Finanças.

Fique atento às atualizações sobre o Pix parcelado e aproveite para compartilhar esta notícia com quem também busca alternativas de crédito mais baratas.

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