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PIX Parcelado: BC mantém plano, mas adia regulamentação

PIX Parcelado: BC mantém plano, mas adia regulamentação. A autoridade monetária decidiu prosseguir com o desenvolvimento das normas que vão padronizar o oferecimento de crédito via sistema de transferências instantâneas, mas retirou qualquer previsão de data para divulgar o texto final.

O Banco Central (BC) vinha trabalhando com prazos sucessivos para concluir a regulamentação — setembro, depois outubro e, por fim, novembro de 2025. Diante do impasse com instituições financeiras, o cronograma foi abandonado, embora o projeto siga prioritário dentro da autarquia.

PIX Parcelado: BC mantém plano, mas adia regulamentação

Na prática, o PIX Parcelado permite que o recebedor obtenha o valor integral imediatamente, enquanto o pagador quita a operação em parcelas mensais, pagando juros ou tarifas semelhantes a um empréstimo pessoal. Várias instituições já oferecem essa linha de crédito de forma própria, e o BC quer harmonizar as condições para reduzir abusos e ampliar a concorrência.

Por que o cronograma travou?

Segundo apuração do g1 e da TV Globo, não houve consenso sobre pontos sensíveis entre regulador e mercado, o que levou à decisão de não fixar nova data. Apesar disso, fontes internas destacam “avanços conceituais importantes”, como modelos de prevenção ao superendividamento e padrões para a apresentação de faturas ao consumidor.

Principais ajustes em discussão

No mês passado, Breno Lobo, chefe-adjunto do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do BC, revelou que a instituição avalia proibir a “rotativação” — prática que transforma parcelas não pagas em dívida rotativa. Técnicos afirmam que a complexidade do tema exige estudo aprofundado para assegurar regras “robustas e perenes”.

Adoção crescente pelos bancos

Mesmo sem norma unificada, o parcelamento pelo PIX já aparece em aplicativos de diversos bancos. Pesquisa Jornada de Crédito, da Matera, mostra que 53 % dos consumidores testaram a modalidade, índice superado apenas pelo cartão de crédito, citado por 77 %.

Acesso para quem não tem cartão

O presidente do BC, Gabriel Galípolo, defende que o PIX Parcelado deve ampliar o uso da ferramenta no varejo e alcançar cerca de 60 milhões de brasileiros sem cartão de crédito. A futura resolução exigirá que aplicativos exibam, de forma clara, dados como taxa de juros, valor de cada parcela, custo total e multa por atraso.

Competição e custo menor

No início do ano, o Banco Central declarou esperar que a modalidade seja competitiva, oferecendo condições em que o valor final do bem comprado no PIX Parcelado seja igual ou inferior ao praticado no cartão de crédito. Hoje, o rotativo do cartão chega a 445 % ao ano, o crédito mais caro do mercado.

Perspectivas

Para o regulador, o PIX Parcelado pode estimular compras de maior valor — como eletrodomésticos ou móveis — e servir de alternativa a consumidores com menos acesso ao crédito tradicional. Apesar da ausência de data, as equipes técnicas continuam refinando o texto, sinalizando que a medida permanece na agenda prioritária do BC.

Embora sem prazo oficial, a expectativa do mercado é de que a regulamentação traga maior transparência, reduza o risco de endividamento e fortaleça a competição entre instituições, beneficiando comerciantes e clientes.

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Em resumo, o Banco Central reafirma o compromisso de estruturar o PIX Parcelado, mas prefere investir em segurança jurídica antes de anunciar a versão final das regras. Continue acompanhando nosso portal para atualizações e receba alertas em primeira mão.

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