Pix supera 50% das transações no Brasil e impulsiona PMEs. Pix já respondeu por 50,9% de todas as operações financeiras no país no primeiro semestre de 2025, segundo o Banco Central, totalizando quase 37 bilhões de movimentações e consolidando-se como o principal meio de pagamento no mercado brasileiro.
O avanço, registrado em ritmo acelerado desde 2020, força pequenas e médias empresas (PMEs) a rever processos internos de cobrança, remuneração e controle de caixa, enquanto soluções de automação ganham espaço para organizar dados e reduzir erros operacionais.
Pix supera 50% das transações no Brasil e impulsiona PMEs
Dados do Banco Central revelam que o volume de transações via Pix cresceu mais de 50% entre 2024 e 2025. Em 2024, o sistema processou cerca de 64 bilhões de pagamentos, ultrapassando o total combinado de cartões de crédito e débito. O movimento reafirma uma mudança estrutural no comportamento de consumidores e empresas, que buscam liquidações instantâneas e custos menores.
Automação financeira vira prioridade nas pequenas e médias
Nesse contexto, crescem as demandas por plataformas capazes de integrar regras de negócio, contratos e notas fiscais — reduzindo retrabalho e planilhas paralelas. A SplitC, fundada em 2020 para automatizar o cálculo de remuneração variável (RV), relata aumento na procura por controle e rastreabilidade dos valores pagos a colaboradores e parceiros.
Gabriel Segers, cofundador e CEO da SplitC, afirma que a digitalização já é realidade: “O Pix tornou a liquidação instantânea, mas o verdadeiro ganho aparece quando a empresa organiza cálculos, validações e regras antes do pagamento”. Segundo ele, companhias que centralizam esses processos reduzem divergências, ganham previsibilidade de caixa e operam com maior eficiência.
Boleto ainda movimenta cifras bilionárias no segmento B2B
Apesar da perda de espaço no varejo, o boleto bancário permanece relevante em relações business-to-business. Estimativas de mercado apontam R$ 2,47 trilhões em transações B2B realizadas via boleto em 2024. A convivência entre os dois métodos evidencia uma transição gradual para um ecossistema híbrido, onde o fator crítico deixa de ser o meio de pagamento e passa a ser a gestão integrada dos dados financeiros.
Gestão integrada aumenta transparência e competitividade
Além de calcular comissões e bônus em tempo real, ferramentas especializadas permitem assinatura digital de documentos, envio automático de notas fiscais e validação de informações antes da liquidação. Isso reduz fraudes, acelera fluxos de aprovação e libera equipes para atividades estratégicas.
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Segers destaca que a discussão sobre o futuro do boleto “não é apenas tecnológica, mas de maturidade de gestão”. Para ele, PMEs que investem em automação e governança financeira conquistam vantagem competitiva, operando com custos menores e relatórios mais precisos em um ambiente cada vez mais digital.
O cenário aponta para um modelo financeiro orquestrado, em que dados, regras de negócio e pagamentos se conectam em tempo real, maximizado pelo Pix e por sistemas de automação. Enquanto isso, o boleto segue como alternativa robusta para operações de alto valor ou necessidades específicas de conciliação.
Com o boom das transações instantâneas e a pressão por eficiência, especialistas preveem que 2026 será marcado pela consolidação de soluções integradas, capazes de unir liquidez imediata, conformidade regulatória e governança de ponta a ponta — elementos vitais para a sustentabilidade financeira das PMEs.
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Pix já é o protagonista dos pagamentos no Brasil, e as empresas que alinharem processos internos a essa realidade sairão na frente. Continue acompanhando nossas publicações e descubra como otimizar a gestão financeira da sua organização.



