Stablecoins lideram 71% das transações cripto no Brasil no primeiro semestre de 2025, alcançando R$ 161,4 bilhões em operações com Tether (USDT) e USD Coin (USDC), segundo os dados mais recentes da Receita Federal.
O total movimentado em criptoativos no período chegou a R$ 227,4 bilhões, e o peso das chamadas “criptos de dólar” correspondeu a 71% desse montante. O volume equivale praticamente ao mesmo registrado no segundo semestre de 2024 e representa alta de 20% ante o primeiro semestre daquele ano.
Stablecoins lideram 71% das transações cripto no Brasil
Na segunda posição do ranking de ativos ficou o Bitcoin (BTC), responsável por R$ 24,3 bilhões, ou 10,7% do total negociado. O valor em reais divulgado pela Receita pode oscilar devido à cotação do dólar, ainda que a quantidade de moedas transacionadas permaneça estável.
Exchanges nacionais concentram 68% dos negócios
Entre janeiro e junho, as plataformas de negociação sediadas no país responderam por R$ 154 bilhões, equivalentes a 68% do volume global. Exchanges estrangeiras, acessadas por investidores brasileiros, somaram R$ 28,25 bilhões: R$ 1,8 bilhão movimentado por pessoas físicas e R$ 26,4 bilhões por pessoas jurídicas.
No mercado P2P (peer-to-peer), em que as trocas ocorrem fora de corretoras, os negócios totalizaram R$ 45,1 bilhões — R$ 1 bilhão originado de investidores pessoas físicas e R$ 44,1 bilhões de empresas.
Base de usuários encolhe após novas regras da Receita
A Receita Federal registrou 6,2 milhões de CPFs e 86,6 mil CNPJs atuando em criptoativos em dezembro de 2024. Em janeiro de 2025 os números ainda eram elevados, com 6 milhões de CPFs e 95,7 mil CNPJs, mas despencaram para 1,3 milhão de pessoas físicas e 24,6 mil pessoas jurídicas em junho.
Especialistas atribuem a retração às mudanças na Instrução Normativa 1.888/2019, que passaram a exigir detalhamento por operação e integração mais rigorosa entre exchanges e o sistema da Receita. O ajuste eliminou duplicidades e corrigiu registros retroativos que inflavam os dados anteriores.
Imagem: Divulgação
Ranking dos criptoativos mais negociados
No ranking de volumes do semestre, o Tether (USDT) liderou com folga, somando R$ 152,3 bilhões. Em seguida vieram Bitcoin (BTC), com R$ 24,3 bilhões, e USD Coin (USDC), com R$ 9,1 bilhões. Ethereum movimentou R$ 7,4 bilhões, Solana R$ 4,2 bilhões e XRP R$ 3,6 bilhões, completando a lista dos ativos preferidos dos brasileiros.
Todos os valores citados têm como base os relatórios públicos da Receita Federal, alimentados pelas declarações de exchanges e investidores. Ajustes retroativos ou retificações podem alterar os totais divulgados.
Para aprofundar o impacto dos indicadores macroeconômicos sobre o mercado financeiro, visite nossa seção de Economia.
Em síntese, o semestre confirmou o predomínio das stablecoins nas carteiras dos brasileiros, enquanto novas regras de reporte reorganizam o perfil de investidores. Acompanhe nossas atualizações e mantenha-se informado sobre o universo cripto.



