Stone recebe licença do BC e inicia operações de investimentos -

Stone recebe licença do BC e inicia operações de investimentos

Stone recebe licença do BC e inicia operações de investimentos — a fintech obteve autorização do Banco Central para criar sua própria Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM), passo que consolida sua entrada no mercado de investimentos.

A decisão foi publicada em 6 de novembro no Diário Oficial da União e estabelece capital social de R$ 5 milhões para a nova estrutura. A iniciativa reforça a estratégia da companhia de diversificar fontes de receita e oferecer um ecossistema completo de serviços financeiros.

Stone recebe licença do BC e inicia operações de investimentos

Com a autorização, a Stone amplia o portfólio que já inclui Instituição de Pagamento (IP), Sociedade de Crédito Direto (SCD) e a recém-aprovada Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento (SCFI), que possui capital social de R$ 40 milhões. A DTVM permitirá a distribuição e custódia de títulos, além de facilitar o acesso de clientes a produtos de renda fixa e variável.

Expansão do ecossistema financeiro

O movimento coloca a fintech entre as principais instituições financeiras atuantes no país. Ao integrar pagamentos, crédito e, agora, investimentos, a empresa busca reduzir custos de captação, aumentar a retenção de clientes e fortalecer a oferta de soluções completas para empreendedores e pessoas físicas.

Comparativo com outras fintechs

A trajetória segue tendência vista em companhias como Mercado Pago, Nubank e PicPay, que também obtiveram licenças próprias ou adquiriram plataformas para operar no segmento de investimentos. A estratégia comum é ganhar autonomia regulatória e diversificar fontes de receita, competindo em pé de igualdade com bancos tradicionais.

Resultados financeiros sustentam avanço

No segundo trimestre de 2025, a Stone registrou lucro líquido ajustado de R$ 630,9 milhões — alta de 26,9 % em relação ao mesmo período de 2024. O total de depósitos chegou a R$ 8,8 bilhões, avanço anual de 36 %. Os números sinalizam capacidade de financiar novas verticais de negócio sem comprometer a saúde financeira.

Impacto para clientes e mercado

A DTVM própria permitirá à Stone oferecer CDBs, LCIs, LCAs e fundos de investimento diretamente em sua plataforma, potencializando a experiência dos usuários que já utilizam serviços de pagamento e crédito. Para o mercado, a entrada de mais um player robusto aumenta a competição e tende a pressionar taxas e spreads.

Próximos passos

Segundo comunicado da empresa, o objetivo imediato é iniciar a distribuição de produtos de renda fixa ainda no primeiro semestre de 2026. Em paralelo, a SCFI deve ampliar linhas de crédito estruturado, aproveitando a base de recursos captada via DTVM.

A aprovação do Banco Central consolida a transição da marca, que deixa de ser reconhecida apenas como adquirente de cartões para se posicionar como grupo financeiro de atuação plena.

Para quem acompanha o setor, esse avanço evidencia a rápida transformação do mercado brasileiro, em que tecnologia e diversificação de serviços se tornaram fatores decisivos na disputa por clientes.

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Resumo: a autorização da DTVM marca um capítulo decisivo na expansão da Stone, reforçando sua capacidade de competir em múltiplas frentes do sistema financeiro. Acompanhe nossas próximas atualizações e fique à frente das novidades.

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