Uso excessivo do cartão de crédito após o Natal está sendo apontado, por especialistas ouvidos pelo telejornal Bom Dia Mirante, como um fator de risco para o aumento do endividamento das famílias brasileiras no início de 2024.
Com a combinação de ofertas de liquidações e as despesas típicas de começo de ano, consumidores recorrem com mais frequência ao limite do cartão de crédito, elevando o volume de transações e, consequentemente, a possibilidade de inadimplência.
Uso excessivo do cartão de crédito preocupa após Natal
O alerta ganhou repercussão nesta semana, quando reportagem exibida pela afiliada da TV Mirante mostrou que a maior parte das compras realizadas entre 26 e 30 de dezembro no Maranhão foi feita no crédito. Lojistas entrevistados relataram incremento nas vendas, mas também observaram tíquetes médios menores, indicando que o parcelamento tem sido preferido à quitação à vista.
De acordo com especialistas consultados durante a matéria, a prática de parcelar compras de fim de ano pode comprometer o orçamento familiar nos meses seguintes, em especial quando somada a despesas sazonais, como pagamento de impostos e material escolar. A orientação principal é planejar o pagamento da fatura integral para evitar o rotativo, considerado o crédito mais caro do mercado.
O Procon estadual reforçou o aconselhamento: consumidores devem conferir todas as despesas lançadas e priorizar a quitação total antes do vencimento. Em caso de dificuldade, a recomendação é negociar com a instituição financeira, buscando alternativas como parcelamento da fatura com juros menores do que os do rotativo.
Representantes do comércio destacaram que o cartão de crédito permanece como facilitador das vendas, mas reconheceram a necessidade de campanhas educativas para que os clientes entendam o impacto dos juros. “Quando o consumidor usa o crédito de forma consciente, todos ganham”, afirmou um porta-voz ouvida pela reportagem.
Já economistas lembram que o 13.º salário, recebido por muitos trabalhadores em dezembro, costuma ser utilizado para cobrir despesas imediatas, deixando pouco espaço para emergências. A dica é reservar parte desse valor para amortizar dívidas acumuladas e evitar o efeito bola de neve nos meses seguintes.
Imagem: Divulgação
A Federação do Comércio local estima que o endividamento possa ultrapassar o patamar registrado em janeiro de 2023 se não houver mudança de comportamento. Pesquisas internas apontam que quatro em cada dez consumidores ainda pagam parcelas de compras realizadas no Natal anterior.
Com o quadro de consumo pós-festas traçado, permanece a orientação de controle: anotar gastos, estabelecer prioridades e, sempre que possível, substituir o cartão por pagamentos à vista com desconto.
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Em resumo, embora o cartão de crédito seja ferramenta importante para equilibrar o fluxo de caixa das famílias, o uso sem planejamento após o Natal pode ampliar dívidas e comprometer o orçamento anual. Organize suas finanças hoje mesmo e mantenha o controle das próximas faturas.



