Vírus no WhatsApp ameaça senhas bancárias de brasileiros ganha velocidade no país, segundo investigação da Trend Micro, ao aproveitar arquivos zip enviados pelo aplicativo de mensagens para instalar o malware “sorvepotel” em computadores de usuários e empresas.
A campanha criminosa, identificada no início de outubro de 2025, utiliza mensagens de phishing que contêm anexos intitulados “RES-20250930_112057.zip” ou “ORCAMENTO_114418.zip”. O golpista orienta a vítima a abrir o arquivo em um desktop, indício de que o foco principal são ambientes corporativos.
Vírus no WhatsApp ameaça senhas bancárias de brasileiros
Depois que o usuário extrai e executa o conteúdo do zip, o sorvepotel infiltra-se no sistema operacional e ativa outros malwares, abrindo caminho para roubo de credenciais bancárias, espionagem de navegação e inserção de telas falsas que capturam senhas e códigos de autenticação.
Como o golpe se espalha
O vírus no WhatsApp replica-se de duas formas principais:
- Envio direto pelo mensageiro, em chats ou grupos, quando a vítima mantém o WhatsApp Web aberto no navegador.
- Disparo de e-mails maliciosos com assuntos como “Comprovante” ou “Documento”, que simulam rotinas financeiras.
Seus criadores também contam com o envio em massa para desencadear a suspensão automática de contas pelo próprio WhatsApp, dificultando que a vítima identifique o motivo do bloqueio.
Riscos para usuários e empresas
Com acesso ao browser, o sorvepotel monitora páginas bancárias e pode:
- Sobrepor telas legítimas com versões falsas de bancos.
- Bloquear mouse e teclado com alertas de “atualização de sistema” enquanto captura dados.
- Redirecionar cliques para links adulterados.
Os alvos preferenciais incluem Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú Unibanco, Mercado Pago, Banco do Nordeste, Santander, Sicredi e plataformas de criptoativos.
Posicionamento da Meta
Procurada, a controladora do WhatsApp afirmou que “independentemente do serviço de mensagens, apenas links ou arquivos de remetentes confiáveis devem ser abertos”. A empresa destacou recursos de verificação de remetente e criptografia de ponta a ponta, mas não detalhou ações específicas contra o sorvepotel.
Recomendações de segurança
A Trend Micro orienta usuários a:

Imagem: Bloomberg
- Evitar abrir arquivos ZIP recebidos via WhatsApp, mesmo de contatos conhecidos.
- Desativar o download automático de mídias no aplicativo.
- Confirmar a procedência de qualquer arquivo antes de baixá-lo no computador.
Para empresas, as boas práticas incluem educação constante dos funcionários, bloqueio de transferência de arquivos em mensageiros e políticas claras de cibersegurança.
Como desativar o download automático
No aplicativo móvel, acesse Ajustes > Armazenamento e Dados > Download Automático de Mídia e selecione “Nenhuma” para fotos, áudio, vídeos e documentos. No WhatsApp Web, clique nos três pontos > Configurações > Transferência de Arquivos e desmarque o salvamento automático.
Especialistas avaliam que a rápida disseminação do vírus no WhatsApp reforça a necessidade de combinar ferramentas de proteção — como antivírus atualizado — com hábitos digitais seguros. Campanhas de phishing tendem a explorar rotinas de trabalho e urgência financeira, tornando essencial a verificação de remetentes, formatos e extensões antes de qualquer clique.
A Trend Micro mantém monitoramento ativo do sorvepotel e afirma que a onda detectada no Brasil pode ser adaptada a outras plataformas de mensagens, caso os cibercriminosos identifiquem novos vetores de disseminação.
Em um cenário de aumento de fraudes on-line, analistas recomendam atenção redobrada a anexos compactados e suspeitos, principalmente quando a mensagem pressiona por ação imediata ou envolve transações financeiras.
Para aprofundar sua proteção digital, veja também nossas dicas de segurança online.
Fique atento às atualizações de segurança, compartilhe estas orientações com seus contatos e mantenha seus dispositivos protegidos para evitar que o próximo alvo do vírus no WhatsApp seja você.



