Will Bank continua operando normalmente apesar da liquidação do Banco Master, conforme confirma o Banco Central do Brasil (BCB). A fintech, que utiliza a licença do Banco Master Múltiplo, permanece autorizada a oferecer contas e cartões a cerca de 10 milhões de clientes.
O BC colocou o Banco Master Múltiplo sob Regime de Administração Especial Temporária (Raet), medida que mantém a instituição funcionando enquanto busca reestruturação ou venda. Já o Banco Master S.A. e a Master Corretora foram liquidados em 22 de novembro de 2025, encerrando todas as suas operações de imediato.
Will Bank continua operando apesar da liquidação do Banco Master
A autoridade monetária optou pelo Raet para o Master Múltiplo justamente para preservar o Will Bank. Essa decisão evita o acionamento automático do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mantém os serviços ativos e cria condições para a transferência de controle a um novo investidor.
Por que o Will Bank não foi afetado diretamente?
Embora esteja registrado na licença do Master Múltiplo, o Will Bank não participou das irregularidades que levaram à liquidação das demais empresas do Grupo Master. Segundo o BCB, a separação pelo Raet garante:
- continuidade das operações do banco digital;
- proteção integral das contas e dos cartões dos clientes;
- supervisão direta do Banco Central durante o processo de venda.
Instabilidade no aplicativo não teve relação com a intervenção
No mesmo período em que a liquidação foi anunciada, usuários relataram dificuldade de acesso ao app do Will Bank. A fintech esclareceu que a instabilidade ocorreu devido a falha global na Cloudflare, empresa de infraestrutura de internet, e não teve ligação com os eventos envolvendo o Grupo Master. Logo após a correção do problema, o aplicativo voltou à plena normalidade.
Indicadores financeiros do Will Bank
Dados públicos indicam que a fintech movimenta aproximadamente R$ 8 bilhões em transações anuais de cartões Mastercard e possui passivos totais estimados em R$ 7 bilhões. Esses números destacam o porte da operação, reforçando a necessidade de uma solução de mercado que preserve a base de clientes.
Negociações para venda continuam
Reportagens do jornal O Globo apontam que o fundo Mubadala, de Abu Dhabi, avançou nas tratativas para adquirir o Will Bank antes da liquidação do Master. A Mastercard teria apoiado a transação, interessada em manter a rede de pagamentos. Com a prisão do empresário Daniel Vorcaro — principal acionista do grupo — e o agravamento da situação do Banco Master, as conversas foram suspensas, mas não descartadas.
O BC sinaliza como prioridade a conclusão dessa venda para evitar reflexos sobre os clientes. Enquanto isso, as regras do Raet asseguram que:
Imagem: Divulgação
- contas correntes e de pagamento continuem em operação;
- cartões de crédito e limites permaneçam ativos;
- todas as transações sigam normalmente processadas.
O que muda para o cliente do Will Bank?
Na prática, nada muda por enquanto. O Will Bank continua liberando pagamentos, compras, saques e transferências. Caso a venda seja concretizada, os clientes serão comunicados previamente, obedecendo às normas do Sistema Financeiro Nacional.
O banco digital reforçou em comunicado oficial que não faz parte da liquidação extrajudicial e opera em conformidade com o BCB. A instituição acrescentou que segue empenhada em garantir estabilidade e segurança em todos os seus serviços.
Próximos passos
O Raet permanecerá em vigor até que o Banco Central aprove uma solução definitiva, seja pela reestruturação interna ou pela venda para outro controlador. Nesse período, relatórios periódicos serão enviados à autarquia, detalhando a evolução financeira e operacional do Will Bank.
Clientes interessados podem acompanhar atualizações diretamente no site oficial da fintech ou consultar o BCB para informações adicionais.
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Em resumo, o Will Bank mantém todas as operações ativas sob supervisão do Banco Central, enquanto avança a busca por um novo investidor. Acompanhe nossos conteúdos e fique atualizado sobre os próximos desdobramentos.



