IA descobre 303 novos geoglifos de Nazca em 6 meses -

IA descobre 303 novos geoglifos de Nazca em 6 meses

IA descobre 303 novos geoglifos de Nazca em 6 meses. A aplicação de inteligência artificial em imagens aéreas permitiu a uma equipe da Universidade Yamagata, no Japão, em parceria com a IBM Research, identificar 303 figuras inéditas no deserto peruano, ampliando significativamente o acervo conhecido das enigmáticas Linhas de Nazca.

O projeto, conduzido entre janeiro e junho, analisou terabytes de dados captados por drones e satélites. Treinada com registros já catalogados, a IA apontou padrões sutis que escapavam à observação humana, acelerando um processo que, pelos métodos tradicionais, levou mais de um século para obter resultados semelhantes.

IA descobre 303 novos geoglifos de Nazca em 6 meses

Entre as figuras datadas de aproximadamente 200 a.E.C., arqueólogos confirmaram representações de felinos, papagaios, macacos, camelídeos domesticados — como as lhamas — e até silhuetas humanas segurando cabeças decapitadas. Os novos geoglifos medem entre 3 e 7 metros, dimensão consideravelmente menor que as icônicas linhas visíveis do alto, criadas em períodos posteriores.

Masato Sakai, arqueólogo da Universidade Yamagata e líder da pesquisa, explicou que a descoberta oferece “uma janela ampliada” para entender a evolução da cultura local. Já Johny Isla, arqueólogo-chefe do Peru para as Linhas de Nazca, ressaltou que essas pequenas imagens “foram feitas por humanos para humanos”, mostrando cenas do cotidiano em contraste com as grandes figuras desenhadas “para serem vistas pelos deuses”.

Metodologia combina aprendizado de máquina e verificação de campo

A equipe alimentou a rede neural com centenas de geoglifos previamente mapeados. Depois, o algoritmo examinou imagens de alta resolução, localizando formações que compartilham características geométricas e texturas com os registros históricos. Cada indicação da IA foi inspecionada in loco, garantindo a autenticidade e a exatidão das novas marcações.

Especialistas consideram a iniciativa um divisor de águas para a arqueologia, pois demonstra como sistemas de aprendizado de máquina podem reduzir drasticamente o tempo de pesquisa em áreas de grande extensão. Apesar disso, os pesquisadores enfatizam que a tecnologia se soma, e não substitui, o trabalho humano: “A verificação em campo continua indispensável”, afirmou Isla.

Descobertas redefinem perspectivas sobre a cultura Nazca

Com quase o dobro de figuras agora catalogadas, estudiosos planejam reavaliar teorias sobre a função social e religiosa das Linhas de Nazca. As imagens recém-mapeadas sugerem que a iconografia começou em escala reduzida antes de evoluir para as representações gigantes que fascinam o mundo desde sua descoberta, no início do século XX.

A parceria entre arqueologia e inteligência artificial deve continuar nos próximos anos. A expectativa dos pesquisadores é expandir a análise para áreas ainda pouco exploradas do deserto peruano, aprofundando a compreensão sobre os rituais, a arte e a organização das civilizações pré-colombianas.

Este avanço reforça o potencial da IA em acelerar a revelação de fragmentos da história humana, permitindo que o passado ganhe novos contornos com rapidez inédita.

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Em resumo, a inteligência artificial não apenas ampliou o número de geoglifos conhecidos em Nazca, como inaugurou uma nova era de descobertas arqueológicas. Continue acompanhando nossas publicações para saber como a tecnologia segue desvendando mistérios milenares e transforme sua curiosidade em conhecimento agora mesmo.

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