Otimismo nos mercados emergentes volta a dominar o sentimento dos investidores globais, que projetam um reforço dos aportes estrangeiros em ações e títulos ao longo do quarto trimestre de 2025.
Segundo gestores consultados pelo HSBC Holdings Plc, o nível de confiança alcançou o patamar mais alto desde o início de 2021, quando a recuperação pós-pandemia estimulava a busca por ativos de maior risco.
Otimismo nos mercados emergentes atrai fluxo estrangeiro
O estudo do banco britânico indica que gestores especializados em economias emergentes veem espaço para um rally sustentado até dezembro, sustentado por fatores como:
- Expectativa de manutenção de políticas monetárias relativamente acomodatícias em países da América Latina e da Ásia;
- Valuations considerados atraentes após um período de volatilidade no primeiro semestre;
- Reversão de saídas líquidas registradas entre abril e junho, com previsão de ingressos líquidos consistentes no fim do ano.
De acordo com a pesquisa, 68% dos participantes planejam aumentar exposição a ações de emergentes ainda neste trimestre, enquanto 54% pretendem elevar posição em títulos de dívida soberana e corporativa. Para 72% dos entrevistados, o fluxo estrangeiro deverá superar o observado no mesmo período de 2024.
Gestores citam fundamentos e cenário global favorável
Para os gestores, a combinação de crescimento econômico estável e inflação sob controle em várias economias emergentes cria um ambiente propício ao investimento. Além disso, a desaceleração do aperto monetário nos Estados Unidos reduz a pressão sobre as moedas locais, favorecendo novas entradas de capital.
Em nota, analistas do HSBC destacam que ativos de países como Brasil, Índia, Indonésia e México figuram entre os preferidos, graças ao equilíbrio fiscal relativamente robusto e às reformas estruturais em andamento. O banco alerta, no entanto, que a continuidade do otimismo dependerá da evolução do cenário macroeconômico global e do ritmo de crescimento chinês.
Imagem: Divulgação
Perspectivas para o quarto trimestre de 2025
Com base nas respostas dos gestores, o HSBC projeta que os mercados emergentes podem fechar 2025 com performance acima das bolsas desenvolvidas, caso o fluxo estrangeiro se confirme. Se o cenário se materializar, seria o melhor resultado anual desde 2017 para o universo de ações de países em desenvolvimento.
Embora o sentimento seja majoritariamente positivo, participantes do levantamento reforçam que riscos geopolíticos e possível alta inesperada de juros em economias centrais permanecem no radar.
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Em resumo, o estudo do HSBC mostra que a combinação de fundamentos sólidos e perspectiva de liquidez sustentada reacendeu o apetite estrangeiro por ativos de países emergentes. Continue acompanhando nossas atualizações e mantenha-se informado sobre as principais tendências que podem impactar seus investimentos.



