Trump exige fim da guerra em Gaza já no primeiro minuto de uma reunião reservada com Benjamin Netanyahu, encerrando semanas de tensão entre Washington e Jerusalém sobre a ofensiva israelense contra o Hamas.
O encontro ocorreu logo após o discurso do primeiro-ministro israelense na Assembleia Geral da ONU, em 13 de outubro de 2025, quando Netanyahu falou para um plenário quase vazio — sinal de seu isolamento internacional. Segundo fontes envolvidas nas negociações, Donald Trump determinou ali o cessar-fogo imediato.
Trump exige fim da guerra em Gaza e pressiona Netanyahu
Relatos indicam que a pressão vinha crescendo. Enquanto Israel ampliava bombardeios, Catar, Turquia e Egito costuravam com os Estados Unidos um plano de paz de 21 pontos. O documento previa libertação de reféns, troca de prisioneiros e retirada gradual das tropas israelenses da Faixa de Gaza.
Trump enxergava no acordo uma oportunidade de capital político e até de conquistar o Prêmio Nobel da Paz. O processo ganhou velocidade de forma inusitada durante a final do US Open, em Nova York, onde o presidente acompanhava o jogo entre Carlos Alcaraz e Jannik Sinner ao lado do enviado especial Steve Witkoff. Entre trocas de mensagens, ambos ajustaram detalhes da proposta destinada ao Hamas, conforme afirmou o mediador Gershon Baskin.
Na madrugada seguinte, Witkoff comunicou a Baskin que o primeiro-ministro do Catar encaminharia o texto aos líderes do movimento palestino. A expectativa era avançar no dia seguinte, mas um bombardeio israelense em Doha matou civis e agentes de segurança locais, quase implodindo o entendimento.
O ataque, realizado sem aviso prévio à Casa Branca, irritou Trump, que mantinha relação próxima com o emir catariano, reforçada por visita recente em que recebeu como presente um avião de luxo a ser transformado no futuro Air Force One. Diante do ocorrido, Doha suspendeu temporariamente as conversas com o Hamas.
Para salvar o acordo, Trump reuniu representantes de Catar, Egito e Turquia em Nova York durante a própria Assembleia da ONU. O texto final do cessar-fogo foi consolidado, mas Netanyahu demonstrou resistência. No Salão Oval, cercado de assessores, Trump elevou o tom: “Você vai terminar essa guerra agora”. Sem apoio internacional e sob forte pressão de aliados árabes dos EUA, o premiê israelense aceitou.
Imagem: Divulgação
Semanas depois, o tratado foi assinado no Egito. Antes mesmo do anúncio oficial, Trump divulgou em sua rede Truth Social que a guerra havia chegado ao fim, celebrando a retomada das negociações para troca de prisioneiros e reconstrução de Gaza.
Com o cessar-fogo, Washington busca recompor laços com nações do Oriente Médio e fortalecer sua influência regional. Analistas apontam que o episódio reforça a estratégia de Trump de usar diplomacia de alto impacto para obter vitórias rápidas e de grande repercussão.
Para quem acompanha o cenário internacional, o desfecho confirma a disposição do ex-presidente de adotar medidas drásticas quando enxerga ganhos políticos e de prestígio, sobretudo em temas capazes de dominar a agenda global.
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Em síntese, o ultimato de Trump encerrou uma ofensiva prolongada e abriu espaço para negociações que podem redefinir a segurança no Oriente Médio. Continue acompanhando nossas atualizações e receba alertas em tempo real assinando a newsletter.



