Delta e Aeromexico ingressaram na Justiça norte-americana para tentar evitar o fim de sua joint venture, previsto pelo Departamento de Transportes dos Estados Unidos (DOT) para 1º de janeiro de 2026. As companhias protocolaram uma petição que pede a revisão da ordem final do governo, publicada em setembro, que revogou a imunidade antitruste concedida ao acordo comercial firmado há quase nove anos.
O movimento jurídico, revelado pela agência Reuters, sustenta que interromper a colaboração transfronteiriça em pouco mais de um ano acarretaria prejuízos operacionais, financeiros e de conectividade tanto para as empresas quanto para os passageiros que voam entre Estados Unidos e México.
Delta e Aeromexico contestam decisão dos EUA sobre parceria
A disputa teve origem na Final Order 2025-9-8, emitida pelo DOT em setembro de 2025, após meses de análise iniciada em janeiro do mesmo ano. No documento, a autoridade concluiu que a cooperação estratégica exercia “efeitos anticompetitivos” especialmente nas rotas que ligam os Estados Unidos à Cidade do México, principal hub da Aeromexico e quarta maior porta de entrada internacional para os americanos. Com base nesse entendimento, determinou a extinção do acordo em 2026.
Entenda a decisão do DOT
Formalizada em 2016 e implementada em 2017, a joint venture permite que as duas companhias coordenem voos, tarifas, capacidade e receitas em rotas que conectam os dois países. O DOT reconheceu, à época, benefícios como maior integração de malha e compartilhamento de códigos. Contudo, ao reavaliar os efeitos concorrenciais, alegou que a aliança passou a concentrar excessivamente o mercado, já que Delta Air Lines e Aeromexico respondem hoje por cerca de 60% dos embarques entre a Cidade do México e destinos norte-americanos.
Impacto no mercado de voos entre EUA e México
Na peça judicial, a Delta argumenta que desmanchar a parceria até 1º de janeiro de 2026 “seria operacional e financeiramente oneroso”, comprometendo rotas, acordos de compartilhamento de aeronaves e cronogramas elaborados em conjunto. A empresa também destaca que a decisão pode elevar preços e reduzir opções de conexão para consumidores, sobretudo em rotas fora dos grandes centros.
Já a Aeromexico alerta para possíveis reflexos sobre empregos diretos e indiretos nos dois países, além de prejuízos à movimentação de carga aérea, área em que a joint venture contribui para integração de cadeias produtivas.
Com a ação impetrada, o caso seguirá para apreciação de um tribunal federal nos Estados Unidos. Até que haja sentença ou medida cautelar, a ordem do DOT permanece válida e o prazo de 1º de janeiro de 2026 continua oficial. Não há, porém, cronograma definido para a decisão judicial.
Imagem: Ana Beatriz Muzzi
Se o tribunal conceder suspensão do ato administrativo, Delta e Aeromexico poderão manter a imunidade antitruste enquanto o mérito é analisado. Caso contrário, as empresas terão de elaborar planos de transição que assegurem a continuidade do atendimento aos clientes após o fim da parceria.
Enquanto aguardam o desfecho, as companhias afirmam que continuam operando normalmente e que os bilhetes já emitidos serão honrados. Elas reforçam o compromisso de atender aos reguladores e de manter passageiros e parceiros informados sobre eventuais mudanças.
Para o mercado, o processo marcará um capítulo importante na relação entre regulação e alianças globais, modelo cada vez mais adotado pelas grandes companhias aéreas para ampliar presença internacional.
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Em resumo, Delta e Aeromexico buscam reverter a revogação da imunidade antitruste que sustentou sua joint venture nos últimos anos. A continuidade da parceria, responsável por grande parte dos voos entre EUA e México, dependerá agora da análise judicial. Acompanhe nossos próximos artigos e fique informado sobre possíveis mudanças; assine nossas atualizações para não perder nenhuma novidade.



