Ibovespa encerrou a sexta-feira em alta de 0,84%, aos 143.399 pontos, após uma sessão marcada por forte oscilação em função do vencimento de opções sobre ações e do alívio temporário nas tensões comerciais entre Estados Unidos e China.
O índice chegou a recuar até 141.248 pontos na mínima do dia, refletindo o menor apetite global por risco diante das preocupações com a saúde do setor bancário norte-americano. A virada positiva ocorreu ainda pela manhã, quando declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre um possível encontro com Xi Jinping dentro de duas semanas e a revisão de tarifas de 100% sobre produtos chineses trouxeram fôlego aos mercados.
Ibovespa avança 0,84% após alívio em tensões EUA-China
Além do fator geopolítico, a valorização foi sustentada pela performance das blue chips. As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) subiram 0,95%, acompanhando o movimento positivo de petrolíferas no Brasil e no exterior. Já as ordinárias da Vale (VALE3) recuaram 0,28%, contrariando a tendência de alta do índice.
Blue chips dão suporte ao índice
Entre os bancos, Banco do Brasil (BBAS3) liderou os ganhos com alta de 2,60%. O fluxo comprador ganhou força após o Ibama classificar como “produtiva” a reunião sobre o licenciamento da Foz do Amazonas, fato que reduziu incertezas sobre o setor de óleo e gás.
Raízen lidera valorizações com short squeeze
O maior avanço do pregão ficou com as preferenciais da Raízen (RAIZ4), que dispararam 9,41%. Analistas atribuem o salto à combinação do exercício de opções e de um short squeeze, fenômeno de recompra forçada de posições vendidas. O papel movimentou R$ 38,4 milhões, mais que o dobro dos R$ 17,3 milhões negociados na véspera.
Relatório divulgado horas antes pelo J.P. Morgan apontava potencial para novos short squeezes em ativos brasileiros, citando, além de Raízen, nomes como Vamos, Vivara, PetroReconcavo, Brava Energia, Cyrela e Azzas 2154. Todos avançaram no dia, com exceção de Cyrela, que cedeu 0,21%.
Volatilidade deve persistir, apontam analistas
De acordo com Cinthya Mizuguchi e Emy Shayo Cherman, estrategistas do J.P. Morgan, o short interest ratio do Ibovespa mantém-se acima de 2,5% há quase um ano e subiu de 3,5% para 3,8% nos últimos 40 dias, abrindo espaço para correções de curto prazo.
No extremo oposto, as units da Klabin (KLBN11) registraram a maior queda do dia, recuando 2,04%. Mesmo assim, o analista Francisco Barbosa, do Jefferies, ressaltou a resiliência do segmento de papel e embalagens, que pode compensar a fraqueza da celulose no balanço do terceiro trimestre.
Imagem: Patricia Mteiro
Volume e desempenho semanal
O giro financeiro do Ibovespa somou R$ 18,4 bilhões, enquanto a B3 movimentou R$ 26,5 bilhões. Na semana, o principal índice da bolsa brasileira acumulou ganho de 1,93%.
Wall Street fecha no azul
Nos Estados Unidos, o S&P 500 avançou 0,53%. Nasdaq e Dow Jones subiram 0,52% cada, contribuindo para o sentimento positivo nos mercados emergentes.
Apesar do bom desempenho anual do Ibovespa, especialistas alertam que eventuais movimentos de curta duração, inclusive em semanas de vencimento de derivativos, podem intensificar a volatilidade e provocar novos short squeezes.
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Resumo: o Ibovespa superou a volatilidade do vencimento de opções e fechou em alta, impulsionado por blue chips e notícias sobre EUA e China. Continue acompanhando nossas atualizações e descubra como esses movimentos podem impactar sua carteira de investimentos.



