Redução da colheita de cana-de-açúcar no Brasil em 2025 marca a estimativa oficial mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O órgão projeta 666 milhões de toneladas para a safra atual, volume 1,6 % inferior ao registrado no ciclo anterior.
A revisão foi divulgada nesta terça-feira, 4 de novembro de 2025, e atualiza os números apresentados em agosto, quando a produção havia sido estimada em 668 milhões de toneladas.
Redução da colheita de cana-de-açúcar no Brasil em 2025
De acordo com a Conab, condições climáticas adversas — incluindo períodos de seca, temperaturas acima da média, incêndios e escassez de chuvas — comprometeram parte dos canaviais. Em regiões-chave, a perda de produtividade variou entre 1 % e 4,4 %, afetando diretamente o resultado nacional.
Área plantada cresce, mas rendimento cai
Mesmo diante do clima desfavorável, a área destinada ao cultivo de cana-de-açúcar aumentou 2,4 % e alcançou 8,97 milhões de hectares. Contudo, a produtividade média deve recuar aproximadamente 4 %, o que explica a redução global no volume colhido.
Consequências para açúcar e etanol
Apesar da menor disponibilidade de matéria-prima, a Conab projeta alta de 2 % na produção de açúcar, que pode atingir 45 milhões de toneladas, sustentada pela priorização das usinas ao fabricar o adoçante. Em contrapartida, a fabricação de etanol a partir da cana deve cair 2,8 %, totalizando 36,2 bilhões de litros.
Importância econômica
O Brasil permanece como maior produtor e exportador mundial de açúcar refinado. Dessa forma, qualquer variação na oferta de cana-de-açúcar tem impacto direto nos preços internacionais do adoçante e do biocombustível, além de influenciar a balança comercial do país.
Imagem: Divulgação
Perspectivas
A Conab seguirá monitorando o comportamento climático até o encerramento da safra. Caso as chuvas se normalizem, parte das perdas pode ser mitigada; porém, cenários de estiagem prolongada tendem a acentuar o recuo já projetado.
No médio prazo, especialistas defendem investimentos em tecnologias de irrigação e em variedades mais resistentes ao calor como estratégias fundamentais para minimizar os efeitos do clima sobre a cana-de-açúcar.
Para acompanhar outras movimentações do setor e entender como as variações climáticas influenciam a economia nacional, visite a seção de Economia do Diário de Finanças.
Em síntese, a previsão de 666 milhões de toneladas consolida uma redução da colheita de cana-de-açúcar no Brasil e reforça a necessidade de estratégias de adaptação climática. Continue acompanhando nossas atualizações e saiba como esses indicadores podem afetar suas decisões de mercado.



