COP30 em Belém começa hoje reunindo delegações de 180 países na capital paraense com a missão de transformar em ações concretas os compromissos climáticos firmados nos últimos anos.
A Conferência das Partes, que se estende até o fim da próxima semana, espera receber cerca de 60 mil participantes, entre negociadores, cientistas, ambientalistas e observadores, na área urbana cercada por ilhas amazônicas. Apenas as delegações oficiais terão poder de voto; organizações não governamentais, ativistas e representantes indígenas participam em eventos paralelos a quilômetros do centro de decisões.
COP30 em Belém inicia debate global urgente sobre clima
Realizada dez anos após o Acordo de Paris, a cúpula foi precedida por uma reunião com 42 chefes de Estado e de Governo, quando o secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou que “o tempo da negociação acabou” e que a fase, agora, é de implementação. As diretrizes definidas para as discussões incluem acelerar a transição energética, ampliar o financiamento climático e preservar as florestas tropicais.
Metas sob pressão internacional
A ausência de líderes de alguns dos maiores emissores de gases de efeito estufa — como China, Índia e o ex-presidente norte-americano Donald Trump — aumenta a expectativa sobre os representantes presentes. Mesmo sem essas presenças, a comunidade internacional cobra a definição de metas críveis para frear a devastação ambiental ainda nesta década.
Contradições do país anfitrião
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, no encontro preliminar, o fim do uso de combustíveis fósseis. Dias antes, porém, seu governo autorizou a exploração de petróleo em uma área considerada intacta da Amazônia, expondo o contraste entre discurso e prática que acompanha vários países na conferência.
Desafios logísticos e de segurança
A geografia de Belém, composta por inúmeras ilhas, impôs deslocamentos de até 30 km para algumas delegações chegarem ao centro de convenções. Hotéis aumentaram tarifas em até 80 vezes, enquanto oito mil militares reforçam a segurança, dificultando a circulação de moradores e visitantes.
Imagem: SASCHA STEINBACH
Próximos passos
Nas salas de negociação, espera-se que os Estados apresentem planos detalhados para financiar iniciativas de energia limpa e compensar países que já sofrem perdas climáticas. Fora delas, a sociedade civil organizará marchas e fóruns temáticos, tentando pressionar por compromissos mais ambiciosos.
Com pouco mais de uma semana para deliberar, a COP30 testará a disposição global de cumprir metas antes vistas apenas no papel. Ao término, os observadores avaliarão se Belém representou um ponto de virada ou mais uma ocasião de promessas adiadas.
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Em resumo, a COP30 em Belém concentra as atenções mundiais na Amazônia e coloca pressão máxima sobre governos para converter discursos em resultados tangíveis. Siga nossas atualizações diárias e participe do debate sobre o futuro climático do planeta.



