Rodrigo Pacheco recusa corrida ao governo de Minas Gerais

Rodrigo Pacheco governo de Minas virou ponto de tensão entre o Palácio do Planalto e o Senado. A negativa do presidente do Senado em concorrer ao Executivo mineiro em 2026, mesmo após apelo direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ameaça ampliar a resistência à indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Lula recebeu Pacheco na noite de segunda-feira, 19 de novembro, no Palácio do Planalto, disposto a selar um acordo eleitoral que pacificasse a bancada. O senador, contudo, reiterou que pretende encerrar a carreira política ao fim do atual mandato, em 2026, e não quer disputar o comando de Minas Gerais.

Rodrigo Pacheco recusa corrida ao governo de Minas Gerais

Para auxiliares de Lula, um acerto em torno da candidatura de Pacheco sinalizaria harmonia e poderia reduzir as resistências a Messias entre parlamentares que defendem a ida do próprio Pacheco ao STF. Como a convergência não aconteceu, o Planalto avalia que a votação no Senado tende a ficar mais apertada.

Davi Alcolumbre (União-AP), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), já havia afirmado em 20 de outubro que existe preferência de senadores pelo nome de Pacheco para ocupar a cadeira deixada por Luís Roberto Barroso. Mesmo assim, Lula não cogita rever a escolha de Messias.

Impacto na indicação de Jorge Messias

Confirmada a indicação, o advogado-geral da União enfrentará sabatina na CCJ e precisará de, no mínimo, 41 votos no plenário. O governo liga o sinal de alerta após a recondução apertada de Paulo Gonet à Procuradoria-Geral da República, aprovada na semana passada por 45 votos a 26, o placar mais estreito desde a redemocratização.

A leitura no Planalto é de que, sem um gesto público de Pacheco, senadores insatisfeitos podem intensificar a pressão na votação de Messias. Ainda assim, aliados do governo afirmam que Lula pretende manter a estratégia de diálogo individual com líderes partidários para assegurar os votos necessários.

Nos bastidores, a resistência de Pacheco também reabre discussões sobre o cenário eleitoral mineiro. O PT busca um nome competitivo para enfrentar o governador Romeu Zema (Novo) e vê em Pacheco o candidato mais viável. A recusa, porém, obriga o partido a revisar planos e mapear alternativas locais.

Por enquanto, Lula confia em seu poder de articulação para superar o impasse no Senado e aposta em agenda intensa de conversas até a sabatina. A data da audiência de Messias na CCJ ainda não foi definida.

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Em resumo, a recusa de Rodrigo Pacheco em disputar o governo de Minas adiciona um obstáculo político à trajetória de Jorge Messias rumo ao STF. Acompanhe nossas atualizações e fique por dentro dos próximos capítulos dessa movimentação no Congresso.

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