Cartão de crédito: orientações para fugir do rotativo

Cartão de crédito pode ser sinônimo de praticidade, mas o uso sem planejamento coloca o consumidor diante do temido rotativo, cujos juros superam 400% ao ano.

Dados do Banco Central mostram que, somente no primeiro semestre de 2025, o crédito rotativo gerou R$ 159,3 bilhões em novos empréstimos, recorde desde 2014. Esse montante se forma quando o titular paga apenas o valor mínimo da fatura e financia o restante, ação que dispara taxas elevadas.

Cartão de crédito: orientações para fugir do rotativo

Por que o rotativo é tão caro?

O rotativo funciona como um empréstimo automático: a administradora cobre o saldo não quitado e cobra juros mensais superiores aos demais produtos financeiros. Apesar da norma que limita a permanência no rotativo a 30 dias e converte o débito em parcelamento após esse prazo, as taxas continuam altas e podem comprometer o orçamento por longo período.

Defina um limite que caiba no bolso

Especialistas recomendam que o limite total do cartão de crédito não ultrapasse 30% da renda mensal. Embora bancos costumem oferecer valores expressivos para incentivar compras, o consumidor pode solicitar a redução desse teto a qualquer momento.

Reserve margem para imprevistos

Manter uma reserva financeira para emergências médicas ou domésticas evita o uso excessivo do cartão de crédito. Dessa forma, o limite permanece disponível para despesas planejadas ou situações realmente urgentes.

Acompanhe a fatura de perto

Conferir os lançamentos permite identificar cobranças incorretas e gastos dispensáveis. O risco aumenta quando o consumidor possui vários cartões: concentrar despesas em um único plástico facilita o controle.

Aproveite, mas avalie benefícios

Programas de milhas, cashback ou descontos podem valer a pena, desde que o titular compreenda as tarifas envolvidas. Cartões internacionais, por exemplo, costumam ter anuidades elevadas; se a pessoa não faz compras no exterior, versões nacionais sem anuidade podem ser mais vantajosas.

Cuidado ao pagar contas fixas com o cartão

Quitar água, luz ou internet no cartão de crédito pode gerar taxas adicionais e reduzir o limite disponível. A prática deve ser exceção; o ideal é reservar parte da renda para essas contas e usar o cartão apenas em compras planejadas ou emergenciais.

Como evitar o rotativo

Quitar a fatura integralmente é a melhor saída. Se isso não for possível, opte pelo parcelamento oferecido pela instituição, que costuma ter juros menores. Para quem já acumula dívidas, buscar orientação de um consultor financeiro e aderir a programas de renegociação ajuda a reequilibrar o orçamento.

Com informação e disciplina, o cartão de crédito permanece aliado. Sem controle, transforma-se em um vilão que corrói a saúde financeira do consumidor.

Quer aprender mais sobre como administrar seu limite e reduzir despesas? Acesse outras dicas em nosso conteúdo sobre cartão de crédito e mantenha suas finanças em dia.

Resumo: o rotativo do cartão de crédito cobra os juros mais altos do mercado; definir limite adequado, conferir fatura e pagar o valor total são atitudes essenciais. Continue lendo nossas matérias e adote já essas práticas para proteger seu orçamento.

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