Economia dos EUA não corre risco de recessão, diz Bessent. O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou neste domingo que o país não enfrenta ameaça de contração econômica generalizada, apesar do impacto permanente de US$ 11 bilhões causado pela paralisação do governo federal, que se estendeu por 43 dias.
Bessent, que comentou o tema em entrevista concedida a jornalistas em Washington, pontuou que a combinação entre cortes de impostos em vigor e a expectativa de redução das taxas de juros deverá sustentar o ritmo de crescimento ao longo do próximo ano.
Economia dos EUA não corre risco de recessão, diz Bessent
De acordo com o secretário, o efeito negativo do shutdown foi quantificado pelo Departamento do Tesouro em US$ 11 bilhões de perda permanente no Produto Interno Bruto (PIB). “O número é relevante, mas não o bastante para empurrar a economia para uma recessão”, explicou.
Impacto do shutdown foi limitado
O cálculo divulgado inclui interrupções temporárias em serviços públicos, atrasos na execução de contratos federais e queda momentânea no consumo de famílias de servidores sem remuneração. Mesmo assim, Bessent destacou que setores intensivos em inovação, como tecnologia e energia limpa, mantiveram investimentos e contratações durante o período.
Cortes de impostos e juros menores sustentam otimismo
Bessent citou ainda a continuidade dos incentivos fiscais aprovados pelo Congresso no início do ano, que reduziram a carga tributária sobre empresas e pessoas físicas. Para ele, tais medidas, combinadas à provável política de afrouxamento monetário do Federal Reserve, criarão ambiente favorável para expansão do crédito e do consumo em 2026.
Questionado sobre o comportamento da inflação, o secretário afirmou que o recuo observado nos últimos trimestres oferece margem para a autoridade monetária baixar gradualmente a taxa de referência sem comprometer a estabilidade de preços. “Com juros mais baixos, esperamos ver aceleração moderada da atividade, o que reforça nossa avaliação de que não há risco de recessão”, completou.
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Perspectivas para o próximo ano
O Tesouro projeta que o PIB dos Estados Unidos avance cerca de 2,1 % em 2026, percentual ligeiramente superior à média das últimas duas décadas. Segundo Bessent, a estimativa considera cenário de mercado de trabalho ainda aquecido e ganhos salariais acima da inflação, fatores que devem sustentar o consumo das famílias.
Ele acrescentou que a infraestrutura recentemente modernizada, fruto do pacote bipartidário aprovado em 2023, tende a ampliar a produtividade e atrair investimentos estrangeiros diretos. “Estamos confiantes de que a economia continuará resiliente, mesmo após choques pontuais como o shutdown”, concluiu.
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Em síntese, Bessent reiterou que o impacto fiscal do fechamento temporário do governo foi significativo, porém insuficiente para desencadear uma recessão. A expectativa de juros menores e a manutenção dos cortes de impostos reforçam a projeção de crescimento para 2026. Acompanhe nosso portal para continuar informado sobre as decisões de política econômica nos Estados Unidos e seus efeitos nos mercados globais.



