Calheiros acusa Banco Central de blindar Campos Neto com termo de R$ 300 mil. O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou nesta terça-feira, 25 de novembro, que o acordo firmado pelo ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto com a própria autoridade monetária revela “promiscuidade” entre setor público e iniciativa privada.
O termo de compromisso, assinado em junho, encerrou uma investigação sobre falhas no acompanhamento de operações de câmbio realizadas quando Campos Neto era executivo do Banco Santander. Para Calheiros, a medida “naturaliza conflitos de interesse” e consolida “uma sucessão alarmante de escândalos”.
Calheiros acusa Banco Central de blindar Campos Neto com termo de R$ 300 mil
Durante audiência da CAE que contou com a presença do atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o senador afirmou que “Roberto Campos Neto cometeu irregularidades no Santander, foi blindado com o cargo de presidente do Banco Central e, flagrado, foi blindado pela atual diretoria”. Ele classificou a situação como “escárnio” para quem cumpre a lei.
Multa representa 0,001% das operações investigadas
O acordo prevê pagamento de contribuição pecuniária de R$ 300 mil, valor que, segundo Calheiros, corresponde a apenas 0,001% do montante das supostas operações irregulares identificadas pela autarquia. O documento cita práticas como deixar de verificar a legalidade de operações de câmbio e não certificar a qualificação de clientes.
Instrumento legal, mas sem admissão de culpa
O Banco Central utiliza o termo de compromisso para obter o compromisso de cessação de conduta mediante pagamento, sem que haja confissão de culpa. A legislação proíbe o uso desse instrumento para infrações consideradas graves, mas não impede sua aplicação em casos como o de Campos Neto.
Galípolo evita comentários sobre “blindagem”
Questionado pelos senadores, Gabriel Galípolo limitou-se a explicar que o procedimento seguiu a normatização vigente. Ele não comentou diretamente a acusação de “blindagem”, mas ressaltou que o termo “não representa confissão nem reconhecimento de ilicitude”.
Imagem: Divulgação
Entenda o caso
• Investigação: falhas no acompanhamento de câmbio no Santander enquanto Campos Neto atuava na tesouraria.
• Acordo: termo de compromisso firmado em junho de 2025 com pagamento de R$ 300 mil.
• Críticas: para Calheiros, valor é irrisório e acordo apaga “digitais” das operações.
Ao encerrar a audiência, Calheiros reiterou que solicitará detalhes adicionais do processo para avaliar se houve irregularidade na condução da apuração interna.
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Resumo: Renan Calheiros acusa o Banco Central de proteger Roberto Campos Neto ao firmar termo de compromisso de R$ 300 mil, valor que o senador julga simbólico diante das operações investigadas. Continue acompanhando o Diário de Finanças para atualizações e análises completas.



