Gestoras locais iniciaram dezembro mantendo apostas otimistas em relação aos ativos brasileiros, sustentadas pela expectativa de cortes na taxa básica de juros pelo Banco Central, projeções de queda dos juros reais e nominais, valorização do real e avanço do Ibovespa.
Mesmo com a proximidade das eleições e a fragilidade fiscal ainda no radar dos investidores, o cenário doméstico de política monetária e o ambiente externo favorável têm levado as principais gestoras de recursos a preservar uma exposição elevada ao Brasil em suas carteiras.
Gestoras locais reforçam otimismo com ativos brasileiros
Segundo profissionais do mercado consultados, a combinação de inflação em desaceleração e sinalizações do Comitê de Política Monetária (Copom) fortalece a convicção de que a primeira redução da Selic pode ocorrer nos próximos meses. Esse movimento alimenta posições aplicadas em juros — especialmente nos vértices intermediários e longos da curva — com a premissa de que as taxas seguirão trajetória descendente.
No câmbio, a tese predominante aponta para um real mais forte frente ao dólar, refletindo fluxo de capital estrangeiro direcionado a mercados emergentes e melhora nos termos de troca. As gestoras acreditam que, à medida que as perspectivas de crescimento se consolidam e o diferencial de juros favorece o Brasil, a moeda brasileira tende a ganhar terreno.
Na renda variável, a convicção é que a queda do custo de capital somada à valorização cambial impulsione o Ibovespa. Com isso, fundos de ações e multimercados ampliaram a exposição a setores sensíveis à atividade doméstica, como varejo e construção, projetando ganhos adicionais até o fim do ano.
Apesar do otimismo, as casas admitem que eventos políticos podem adicionar volatilidade. A disputa eleitoral de 2026 já começa a ser precificada e a questão fiscal segue como ponto de atenção recorrente. Ainda assim, gestores avaliam que o prêmio de risco embutido nos preços atuais oferece margem para manter alocações locais, sobretudo diante das perspectivas de afrouxamento monetário global.
Imagem: Julio Bittencourt
Em suma, dezembro começa com as gestoras brasileiras confiantes na convergência da inflação, na trajetória de queda dos juros e na força dos fundamentos domésticos, fatores que sustentam posições positivas em câmbio, renda fixa e renda variável.
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Este conteúdo destacou por que grandes gestoras seguem enxergando potencial nos ativos nacionais. Continue conosco para mais notícias e análises que ajudam você a tomar decisões financeiras mais informadas.



