Política monetária restritiva foi o ponto central do alerta feito por Mary Daly, presidente do Federal Reserve de São Francisco, ao comentar a decisão de juros anunciada nesta sexta-feira, 12 de dezembro de 2025. Para a dirigente, manter os custos de financiamento em nível excessivamente elevado tende a gerar “danos desnecessários” à economia dos Estados Unidos.
Daly revelou, em publicação no LinkedIn, que votou a favor de um corte na taxa básica na reunião desta semana. Ela argumentou que a combinação de inflação persistente acima da meta de 2% e sinais de enfraquecimento no mercado de trabalho exige um ajuste cuidadoso da política monetária para proteger o poder de compra das famílias.
Política monetária restritiva pode prejudicar economia, diz Mary Daly
Segundo a dirigente, a inflação elevada já corroeu os ganhos reais de renda, pressionando o consumo. “Qualquer índice diferente de 2% não é uma opção, mas importa como chegamos lá”, escreveu. Ela acrescentou que preservar a solidez do mercado de trabalho é condição essencial para garantir estabilidade de preços sem provocar recessão.
Daly observou que, caso o Federal Reserve insista em manter uma política monetária restritiva por tempo demasiado, o país pode enfrentar o duplo problema de inflação acima da meta e aumento do desemprego. Na avaliação dela, evitar esse cenário passa por calibrar cortes de juros de forma gradual, acompanhando a evolução dos indicadores.
A presidente da distrital de São Francisco reconheceu que a decisão desta semana “não foi uma escolha fácil” porque os objetivos de pleno emprego e estabilidade de preços entram em aparente conflito. Ainda assim, enfatizou que uma política equilibrada consegue reduzir os preços sem comprometer a geração de vagas.
O posicionamento de Daly ecoa preocupações de outras autoridades do Fed que, nos últimos meses, têm sinalizado maior atenção aos impactos de juros altos sobre a atividade. Embora o banco central continue comprometido com a meta de 2% para a inflação, cresce o consenso de que ajustes prematuros podem evitar perdas econômicas mais profundas.
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Até o momento, o comunicado oficial da reunião manteve tom cauteloso, indicando que as próximas decisões dependerão da trajetória dos preços e do emprego. O mercado, por sua vez, monitora os dados de consumo e folha de pagamento para calibrar expectativas sobre o ritmo de possíveis cortes em 2026.
Com este alerta, Mary Daly reforça a necessidade de equilibrar rigor e flexibilidade na condução da política monetária restritiva. Sua mensagem destaca que o custo de agir tarde demais pode ser tão elevado quanto o de agir cedo demais, sobretudo para as famílias que já sentem o peso da inflação no orçamento.
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Resumo: Mary Daly defendeu corte de juros para evitar que uma política monetária excessivamente restritiva imponha perdas adicionais às famílias americanas. Continue navegando no Diário de Finanças e fique por dentro das próximas decisões do Fed.



