Tiroteio na praia de Bondi deixa 10 mortos durante Hanukkah abre o mais grave episódio de violência registrado em Sydney desde 2014. Dez pessoas morreram e outras 11 ficaram feridas quando dois homens armados abriram fogo no início da noite deste domingo, 14 de dezembro de 2025, em Bondi Beach, uma das praias mais famosas da Austrália.
A ação ocorreu por volta das 18h45, horário local, enquanto milhares de pessoas participavam de um festival judaico que marcava a primeira noite de Hanukkah. Segundo a polícia de Nova Gales do Sul, um dos atiradores está entre os mortos; o segundo permanece hospitalizado em estado crítico.
Tiroteio na praia de Bondi deixa 10 mortos durante Hanukkah
Polícia mantém área isolada e busca imagens
Equipes do Comando da Área Policial dos Subúrbios Leste, apoiadas por unidades táticas, ambulâncias e helicópteros, isolaram um amplo perímetro ao longo da Campbell Parade. A corporação pede que quaisquer vídeos de celulares ou câmeras veiculares sejam enviados ao serviço Crime Stoppers para auxiliar nas investigações.
Até o momento, a motivação do tiroteio na praia de Bondi continua desconhecida. Itens considerados suspeitos foram recolhidos nas proximidades e passam por perícia. Dois policiais estão entre os feridos.
Relatos de pânico no calçadão
Testemunhas descreveram cenas de caos imediatamente após os disparos. “Vi pelo menos 10 pessoas no chão e sangue por toda parte”, relatou Harry Wilson, 30 anos, ao jornal Sydney Morning Herald. Imagens exibidas pelas emissoras Sky e ABC mostraram banhistas e frequentadores correndo para se abrigar enquanto equipes de resgate atendiam as vítimas.
Autoridades classificam ataque como “chocante”
O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, declarou em rede social que o incidente é “chocante e angustiante”, destacando o trabalho das equipes de emergência para salvar vidas. O presidente de Israel, Isaac Herzog, afirmou que judeus que participavam da cerimônia de acendimento da primeira vela de Hanukkah foram atacados por “terroristas vis”.
Comunidade judaica abalada
Mais de 2.000 pessoas da comunidade judaica estavam reunidas no evento quando os tiros começaram, informou Alex Ryvchin, co-diretor executivo do Conselho Executivo da Comunidade Judaica Australiana. O porta-voz da entidade foi ferido. A Austrália abriga entre 110 mil e 120 mil judeus, uma das maiores populações fora de Israel e dos Estados Unidos.
Desde o início da guerra em Gaza, em outubro de 2023, episódios antissemitas se intensificaram em Sidney e Melbourne. Entre eles, incêndios criminosos em sinagogas e pichações com suásticas, acentuando o clima de tensão.
Imagem: Divulgação
Histórico de violência em Sydney
O ataque ocorre 11 anos após o cerco ao Lindt Café, quando um homem armado manteve 18 pessoas reféns por 16 horas no centro de Sydney, resultando na morte de dois reféns e do atirador. O episódio levou à revisão de protocolos de segurança em todo o país.
Próximos passos da investigação
A polícia informou que nenhuma outra pessoa está sendo procurada, mas reforçou que todas as linhas de investigação permanecem abertas. Especialistas em contraterrorismo participam da análise dos artefatos recolhidos. Mais de 40 ambulâncias continuavam posicionadas em Bondi para transporte de vítimas e testemunhas até hospitais e delegacias.
As autoridades pediram que a população evite a região até nova orientação. Eventos públicos previstos para os próximos dias em Bondi Beach foram temporariamente suspensos.
Este incidente reacende o debate sobre controle de armas e segurança em locais turísticos na Austrália, país conhecido por legislações rígidas desde o massacre de Port Arthur, em 1996. Novas medidas podem ser anunciadas após a conclusão da perícia e a definição da motivação do ataque.
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O tiroteio na praia de Bondi deixa, além de vítimas e feridos, perguntas que só a investigação poderá responder. Acompanhe nossas atualizações e compartilhe esta notícia para que mais pessoas fiquem alertas.



