Zelensky relata avanço em acordo de paz com EUA após uma nova rodada de negociações realizada nesta segunda-feira (15) em Berlim, descrevendo o encontro como “difícil, porém produtivo”.
Segundo o presidente ucraniano, o debate com representantes norte-americanos abordou principalmente a cessação das hostilidades e as garantias de segurança que Washington pode oferecer a Kiev. O mandatário reconheceu que a questão territorial permanece sensível, mas demonstrou confiança em que os Estados Unidos ajudem a construir um consenso.
Zelensky relata avanço em acordo de paz com EUA
No fórum empresarial que antecedeu as conversas oficiais, Zelensky afirmou que o Kremlin intensifica ataques ao sistema energético ucraniano para pressionar o andamento dos diálogos. “Nenhuma usina elétrica escapou dos bombardeios”, ressaltou, ao mencionar a série de ofensivas russas contra infraestrutura crítica.
Ponto central continua sendo a adesão à Otan
Embora o governo ucraniano tenha sinalizado abrir mão da adesão à Otan, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou que a não entrada de Kiev na aliança militar é “uma pedra angular” de qualquer entendimento futuro. Moscou sustenta que esse compromisso deverá constar formalmente no eventual acordo.
Garantias de segurança exigidas por Kiev
Em entrevista coletiva conjunta com o chanceler alemão Friedrich Merz, Zelensky explicou que precisa de um “marco claro” sobre como os aliados reagiriam em caso de nova agressão russa. Ele citou como modelo o ato legislativo norte-americano que protege Taiwan, pedindo que parlamentares dos EUA e da Europa aprovem dispositivos semelhantes para a Ucrânia.
A busca por garantias surge como contrapartida à renúncia ucraniana à Otan. Analistas observam, contudo, que a entrada de Kiev na organização já enfrentava resistência prática, o que limita o impacto real da concessão.
Imagem: Divulgação
Pressão militar russa persiste
Enquanto diplomatas tentam viabilizar um cessar-fogo duradouro, as forças russas seguem realizando ataques, especialmente contra subestações e termelétricas. Para Zelensky, essa estratégia visa enfraquecer a posição ucraniana na mesa de negociações, aproximando o conflito de seu quarto ano sem solução definitiva.
As delegações concordaram em retomar as discussões nas próximas semanas, sem data divulgada. O presidente ucraniano enfatizou que só aceitará um pacto que garanta proteção efetiva ao país e que inclua monitoramento internacional de qualquer trégua.
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Em síntese, as negociações lideradas por Zelensky avançam sob forte pressão militar e diplomática. Acompanhe nosso site para atualizações e análises completas sobre a guerra e seus desdobramentos.



