Ataque dos EUA à Venezuela foi conduzido pela CIA, dizem autoridades -

Ataque dos EUA à Venezuela foi conduzido pela CIA, dizem autoridades

Ataque dos EUA à Venezuela gera nova etapa de tensão diplomática após autoridades americanas confirmarem que a Agência Central de Inteligência (CIA) executou o primeiro bombardeio terrestre contra o país sul-americano.

Segundo relatos fornecidos sob anonimato à imprensa dos Estados Unidos, a operação ocorreu na segunda-feira, 29 de dezembro, e mirou um píer utilizado, de acordo com Washington, pela gangue venezuelana Tren de Aragua para armazenar drogas e preparar embarcações destinadas ao tráfico internacional.

Ataque dos EUA à Venezuela foi conduzido pela CIA, dizem autoridades

Fontes ligadas à inteligência detalharam que drones equipados com explosivos foram empregados para destruir a instalação portuária localizada em território venezuelano. Ainda de acordo com os informantes, o cais estava vazio no momento do bombardeio, e não houve registro de mortos ou feridos.

O presidente norte-americano Donald Trump confirmou a ação a repórteres na terça-feira, 30 de dezembro, porém não apresentou imagens ou evidências públicas do ataque. Até o fechamento desta edição, o governo de Caracas não havia se pronunciado oficialmente.

Novo ataque a embarcação suspeita eleva número de mortos

Poucas horas após a declaração de Trump, as Forças Armadas dos Estados Unidos anunciaram um segundo bombardeio, desta vez contra um barco classificado como suspeito nas proximidades da costa venezuelana. Imagens divulgadas pelo Pentágono mostram um rastro escuro no mar seguido por duas explosões e um incêndio de grandes proporções. Duas pessoas morreram nessa investida, elevando para 107 o total de vítimas fatais em operações semelhantes desde setembro.

O Departamento de Defesa sustenta que todas as embarcações destruídas participavam de rotas de narcotráfico com destino ao território norte-americano. Para reforçar o bloqueio naval, Washington mantém mais de 15 mil militares e navios de guerra no mar do Caribe.

Pressão econômica e sanções ampliam cerco a Caracas

Em dezembro, Trump impôs bloqueio total a navios que transportem petróleo venezuelano sob sanção, medida que visa enfraquecer o mercado paralelo entre Caracas, Irã e China. Desde então, as exportações de petróleo da Venezuela caíram pela metade na comparação mensal, aponta levantamento da agência Reuters.

Nesta terça-feira, 30 de dezembro, a Casa Branca abriu nova frente de pressão ao sancionar a companhia venezuelana Aeronáutica Nacional e seu presidente, acusados de adquirir drones militares de fabricação iraniana.

A sucessão de medidas econômicas e militares aprofunda a crise entre os governos de Donald Trump e Nicolás Maduro, que já trocaram acusações sobre apoio ao tráfico de drogas e violações de soberania. Observadores internacionais avaliam que o risco de escalada permanece alto enquanto não houver canais de diálogo.

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Em resumo, autoridades dos Estados Unidos atribuíram à CIA a execução do primeiro ataque terrestre norte-americano em solo venezuelano, episódio que se soma a um conjunto de ações militares e sanções econômicas voltadas a isolar o governo de Nicolás Maduro. Continue informado e receba atualizações em tempo real assinando nossos alertas.

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