Petróleo fecha 2025 com queda anual de quase 20% -

Petróleo fecha 2025 com queda anual de quase 20%

Petróleo fecha 2025 com queda anual de quase 20% após um ano marcado pela preocupação dos investidores com o excesso de oferta da commodity no mercado internacional. Mesmo com tensões geopolíticas persistentes, os contratos futuros encerraram 2025 no vermelho, refletindo o predomínio de um cenário de oferta acima da demanda.

No último pregão do ano, nesta quarta-feira (31), o Brent para fevereiro recuou 0,03%, cotado a US$ 61,92 por barril na Intercontinental Exchange (ICE). Já o WTI com entrega no mesmo mês avançou 0,91%, para US$ 57,42 por barril na New York Mercantile Exchange (Nymex).

Petróleo fecha 2025 com queda anual de quase 20%

Ao longo de 2025, o Brent acumulou perda de 18,50%, enquanto o WTI registrou queda próxima de 20%. Analistas apontam que a oferta robusta, proveniente sobretudo de produtores norte-americanos e do Oriente Médio, ofuscou os impactos das incertezas em torno dos conflitos na Ucrânia e das sanções sobre a Venezuela.

Embora dezembro tenha mostrado alguma recuperação nos preços, o movimento não foi suficiente para reverter o saldo negativo do ano. O gatilho da alta pontual foi o anúncio dos Estados Unidos de bloqueio às exportações de petróleo venezuelano, medida que limitou temporariamente a disponibilidade do produto no mercado.

Investidores também monitoraram, ao longo do período, a evolução das negociações de paz entre Rússia e Ucrânia. A falta de um desfecho concreto manteve o clima de cautela, mas a pressão de baixa vinda do excedente de barris foi decisiva para direcionar as cotações.

Para 2026, casas de análise avaliam que a trajetória dos preços dependerá de possíveis cortes de produção pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), além de sinais de retomada econômica global que possam estimular a demanda por energia.

Enquanto isso, o mercado segue atento a novas restrições ou flexibilizações relacionadas às exportações da Venezuela, bem como às tensões em outras regiões produtoras. Qualquer alteração nesses fatores pode influenciar rapidamente a formação de preços no curto prazo.

Mesmo com a leve alta nas últimas semanas de dezembro, o recuo acumulado confirma um ano desafiador para o setor, ressaltando a sensibilidade do petróleo a desequilíbrios entre oferta e demanda e a eventos geopolíticos.

Resumo: os preços do Brent e do WTI encerraram 2025 com perdas robustas, destacando o peso do excesso de oferta sobre a commodity, apesar das tensões em diferentes frentes geopolíticas.

Para acompanhar mais análises sobre o cenário macroeconômico e os reflexos no mercado de energia, visite a sessão de Economia do Diário de Finanças.

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