Acordo UE-Mercosul avança após 25 anos de negociações: líderes europeus celebraram, nesta sexta-feira (9), o aval provisório dado pela maioria dos Estados-membros da União Europeia (UE) ao tratado de livre-comércio com Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.
Embora o Conselho da UE ainda não tenha confirmado oficialmente a assinatura, o sinal político empolgou governos e setor produtivo, que veem no pacto um passo estratégico para ampliar mercados e reforçar cadeias de suprimentos.
Acordo UE-Mercosul recebe aval provisório na Europa
O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, classificou o consenso preliminar como “marco na política comercial europeia” e prova de “soberania estratégica”. Em publicação na rede social X, Merz destacou que a espera de um quarto de século foi excessiva e pediu mais agilidade nos próximos trâmites.
Reação positiva de aliados e do setor automotivo
Na Áustria, a ministra das Relações Exteriores, Beate Meinl-Reisinger, comemorou a formação da maioria favorável, apesar de Viena ter votado contra. Segundo ela, o acordo impulsionará “economia, negócios e prosperidade” europeus, além de incentivar novas parcerias, como o tratado bilateral que seu país negocia com a Índia.
Indústria e comércio também reagiram. A Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (Acea) divulgou nota afirmando que a conclusão aumentará a competitividade, ao reduzir tarifas de até 35% sobre carros europeus exportados para o Mercosul e eliminar barreiras técnicas.
Votos contrários e preocupação de agricultores
Polônia, Áustria, França, Hungria e Irlanda registraram posição contrária. O ministro polonês da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Stefan Krajewski, lamentou a ausência de apoio italiano, que poderia ter bloqueado o pacto. Ele prometeu medidas para proteger produtores locais e buscar compensações ao setor agrícola.
Próximas etapas formais
Os embaixadores dos 27 países indicaram suas posições pela manhã e precisam confirmar o voto por escrito até as 17h (13h em Brasília). De acordo com a regra europeia, é necessário apoio de pelo menos 15 Estados que representem 65% da população da UE — critério atendido, segundo a Reuters.
Imagem: Divulgação
Se o resultado for mantido, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, poderá viajar ao Paraguai já na próxima semana para firmar o pacto com os quatro países do Mercosul. Depois, caberá ao Parlamento Europeu ratificar o texto para que ele entre em vigor.
Com o avanço, a Europa pretende fortalecer laços comerciais, diversificar parceiros diante das mudanças na ordem global e garantir acesso a matérias-primas críticas, argumentam apoiadores. Críticos, porém, pedem salvaguardas para agricultores europeus e maior clareza sobre padrões ambientais.
O processo decisório continua, mas o sinal dado hoje pelos governos europeus indica que o Acordo UE-Mercosul está mais perto de sair do papel.
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Resumo: o aval provisório da UE ao Acordo UE-Mercosul marca avanço histórico após 25 anos de tratativas. Fique atento aos próximos passos e compartilhe esta notícia.



