Lucro do J.P. Morgan recuou no quarto trimestre de 2025, impactado por um efeito extraordinário ligado ao acordo que transfere para o banco a operação do cartão de crédito Apple Card, anteriormente gerido pelo Goldman Sachs.
O J.P. Morgan Chase, maior instituição financeira dos Estados Unidos em ativos, informou nesta terça-feira (13 de janeiro de 2026) que o lucro líquido somou US$ 13,03 bilhões no período, resultado 7 pontos percentuais inferior ao apurado um ano antes.
Lucro do J.P. Morgan cai 7% no 4º tri com Apple Card
De acordo com o comunicado ao mercado, o encargo extraordinário associado à futura administração do Apple Card foi o principal fator que pressionou o resultado trimestral. A parceria, assumida após entendimento com o Goldman Sachs, exigiu provisões adicionais para cobrir custos de integração e ajustes regulatórios.
Embora a receita total do banco não tenha sido detalhada no material divulgado, a direção da companhia ressaltou que as demais linhas de negócio — entre elas bancos de varejo, corporate e de investimentos — continuaram contribuindo de forma positiva para o balanço. Sem o impacto não recorrente, o desempenho operacional teria se mantido estável em relação ao mesmo intervalo de 2024.
Efeito não recorrente
O banco explicou que o lançamento contábil decorrente do acordo com a Apple e o Goldman Sachs é classificado como não recorrente, devendo se concentrar neste e nos próximos trimestres iniciais de transição. Após concluída a migração da plataforma de cartões, a expectativa é de ganhos em escala e de incremento na base de clientes de alta renda, segundo a administração.
Perspectivas
A instituição reforçou que continuará focada na expansão dos serviços de consumo digital e em investimentos em tecnologia. As projeções divulgadas ao mercado serão revisadas no próximo Investor Day, mas a meta de retorno sobre o capital próprio permanece, por ora, inalterada.
Imagem: Divulgação
Com o resultado do quarto trimestre, o J.P. Morgan encerra 2025 com lucro robusto, ainda que abaixo do recorde histórico registrado no ano anterior. A companhia reitera que segue capitalizada para enfrentar eventuais volatilidades macroeconômicas em 2026.
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Resumo: o J.P. Morgan registrou lucro líquido de US$ 13,03 bilhões no 4º trimestre de 2025, queda anual de 7 p.p., devido a um efeito extraordinário ligado à aquisição da carteira Apple Card. Continue acompanhando o Diário de Finanças para mais novidades do setor financeiro.



