Investigação do Banco Master é prorrogada por Toffoli -

Investigação do Banco Master é prorrogada por Toffoli

Investigação do Banco Master terá mais 60 dias para ser concluída, após o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), deferir pedido da Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira. A corporação alegou necessidade de tempo adicional para analisar documentos e aprofundar perícias sobre possíveis crimes financeiros ligados à instituição liquidada pelo Banco Central em novembro de 2025.

A decisão foi registrada em despacho no qual Toffoli destacou que os argumentos da PF “justificam a prorrogação”. O inquérito no STF apura suspeitas de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e desvio de recursos envolvendo executivos, investidores e empresários associados ao Banco Master.

Investigação do Banco Master é prorrogada por Toffoli

Segundo investigadores, o grande volume de material apreendido e a complexidade das operações financeiras exigem análises técnicas detalhadas. O novo prazo estende a etapa de produção de provas até março, permitindo à PF finalizar relatórios e, se necessário, solicitar diligências adicionais antes de remeter o caso ao Ministério Público.

Operação avança com buscas e prisão

Na quarta-feira, a PF deflagrou a segunda fase da operação que mira o grupo. Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e prenderam temporariamente o investidor Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro. Houve ainda busca pessoal no empresário Nelson Tanure, que mantém relações societárias com o conglomerado investigado.

As ações tiveram como objetivo rastrear fluxos suspeitos de recursos e coletar novos indícios que possam confirmar eventuais irregularidades na gestão do banco. A PF informou que segue analisando movimentações financeiras para mapear beneficiários e identificar possíveis ramificações do esquema.

Motivos da liquidação extrajudicial

O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master em novembro de 2025 após constatar problemas de solvência e indícios de práticas irregulares. A medida interrompeu as atividades da instituição e transferiu a gestão dos ativos para um interventor indicado pela autoridade monetária.

Desde então, o inquérito no STF investiga responsabilidade de dirigentes na crise que levou ao encerramento das operações. Entre as linhas de apuração estão empréstimos concedidos sem garantias, possíveis fraudes contábeis e utilização de empresas de fachada para ocultar a origem de recursos.

Próximos passos do inquérito

Com a prorrogação, a Polícia Federal concentrará esforços na conclusão das perícias sobre documentação bancária e na oitiva de testemunhas. Caso identifique novos elementos, a corporação poderá requerer ao STF medidas complementares, como quebras de sigilo ou novas buscas.

A expectativa é que, ao final dos 60 dias, o relatório conclusivo seja encaminhado ao Ministério Público, que decidirá sobre eventual apresentação de denúncia ou arquivamento parcial das acusações.

O andamento do caso permanece sob sigilo judicial, mas o STF deverá avaliar periodicamente pedidos de extensão de prazo ou adoção de providências cautelares, conforme a evolução das investigações.

Para continuar acompanhando o impacto das operações financeiras no país, visite a sessão de Economia do nosso portal.

Em resumo, a decisão de Dias Toffoli estende a investigação do Banco Master e permite que a PF aprofunde a análise dos indícios de fraude. Acompanhe nossas atualizações e saiba como o desfecho poderá influenciar o setor bancário brasileiro.

Scroll to Top